Vesti azul, minha sorte então mudou!

Olá, amigos do Esporte! Lembrem-se que Carlos Gardel nasceu na França e seu parceiro, Le Pêra, o grande letrista dos tangos argentinos, é brasileiro. Nada é surpreendente, mas esta Copa... França e Argentina, abraçadas, ambas azuis, podem fazer o torneio dos excluídos. De outro lado, o Paraguai, que começou mal, conseguiu bravamente sua classificação nos últimos minutos da última rodada da primeira fase. Alguém mais cético poderia argumentar, desfazendo do feito paraguaio, que se jogasse contra a defesa da Eslovênia até o ataque da França faria gols. O que mais será que vem por aí?
Vocês estarão lendo este texto na ressaca do resultado do jogo do Brasil e Costa Rica. Felipão mostrou mais uma vez que está cheio de dúvidas. Não sabia se colocava o time titular ou se escalava os reservas. Ameaçou escalar Ricardinho e acabou optando por Edilson, com Rivaldo revezando entre o meio e o ataque. Continua no esquema de três zagueiros, mas agora com a volta de Edmilson. E Junior é pior ou melhor que Roberto Carlos pela esquerda? Será que deu certo? Valeu a pena ter ficado acordado?
Na madrugada curitibana de terça-feira para quarta, ouvi foguetes comemorando a desclassificação da Argentina. Um dia antes, as pessoas riam da desclassificação da França. Se continuar assim, o Brasil passa a ter chances. Pega Japão ou Rússia. Nada para assustar, a não ser nossa própria defesa.
A Alemanha do super Klose e de um futebol quadrado e eficiente pega agora o Paraguai do surpreendente Nelson Cuevas. Dois artilheiros completamente diferentes. A frieza, a precisão e a determinação tática do alemão contra o sangue quente e a grande habilidade e criatividade do paraguaio que marcou dois golaços contra a Eslovênia – é, tudo bem, Eslovênia, né, mas que foram golaços, foram.
No outro jogo, que promete ser um jogão, Irlanda e Espanha se encaram e promete sair faísca. Os irlandeses já mostraram contra a Alemanha que podem se superar. A Espanha nunca teve um grupo de jogadores tão qualificado. Um time quase que completamente formado por reservas bastou para passar por cima da África do Sul e ajudar o Paraguai. Nos jogos em que atuou com os titulares, a Espanha arrasou a Eslovênia e o Paraguai.
Outro jogo confirmado das oitavas é Dinamarca, que tenta reviver a ‘‘Dinamáquina’’, e a Inglaterra de Beckham e Owen. Os dois times têm um padrão semelhante de jogo e deixaram um pouco de lado o jogo de chutões para a área e apostaram mais na criatividade do meio-de-campo e na velocidade do ataque. Tocam bem a bola e sabem sair jogando.
Por fim, a surpreendente Suécia contra Senegal, o único país africano a permanecer na competição. Experiência contra jovialidade.
Depois dos resultados de França e Argentina, a Itália que se cuide. Afinal, ela é a outra das preferidas nas rodas de apostas e, portanto, está na fila da zebra. E também veste azul.

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