TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de junho de 2002
Luiz Claudio Oliveira<br>[email protected] 
Olá, amigos do Esporte! Estou me divertindo com a Copa do Mundo, apesar de tudo. Apesar das arbitragens, apesar de ter que madrugar ou de acordar mais cedo. Está valendo a pena para quem gosta de ver futebol pela televisão, como eu. Ver futebol pela tevê é um bom programa. Dia desses escutei do Juca Kfuri, na CBN, que ele está vendo mais e melhor os jogos ficando no Brasil do que se tivesse ido ao Japão, logo ele que já foi a tantas copas e nesta assiste pela telinha. Ver esporte pela tevê é um ótimo divertimento, apesar dos horários desta copa. O grande poeta João Cabral de Mello Neto, afirmou em uma entrevista ao jornalista e escritor José Castelo, quando o autor pernambucano já caminhava para o fim de sua honrosa existência, que por causa de um problema de visão já não podia ter um dos seus entretenimentos preferidos que era justamente o de ver futebol pela televisão. E ele via com olhos de poeta.
Passada a primeira rodada da primeira fase, sem dúvida as maiores surpresas da Copa foram proporcionadas por dois países tão distantes economicamente e tão próximos nos feitos considerados quase impossíveis. Senegal venceu a atual campeã do mundo, a França, enquanto os Estados Unidos desbancaram um dos favoritos, Portugal. Os resultados de Coréia e Japão também poderiam ser considerados zebras casos estas seleções não jogassem em casa. Como jogaram com o apoio da torcida, o resultado não chega a ser tão surpeendente.
Argentina e Itália foram os que apresentaram um futebol mais consistente e confirmaram o favoritismo. O Brasil continua naquela que não surpreende nem ganhando nem perdendo pois é uma incógnita total. A Alemanha arrasou os pobres árabes e enroscou na brava, mas limitada, Irlanda.
O que deu para se notar até agora é que este é um mundial da aplicação tática. Os times que estão melhores escalados taticamente estão se dando bem. Alguém já disse, acertadamente, que esta é a copa dos técnicos. Tem sido também uma copa de pouca técnica. Mas não é verdade que os esquemas e a aplicação tática sejam os responsáveis pela pouca cratividade. O time que é bem aplicado taticamente e que tenha jogadores de boa qualidade técnica, como a Argentina e a Itália o Brasil ainda está perseguindo um padrão de jogo , são os favoritos. Se uma seleção, além de estar bem postada em campo, tiver ainda jogadores de técnica e criatividade poderá quebrar mais facilmente a tática adversária. O certo é que apenas a criatividade não ganha mais jogo. Ela tem que ser irmã siamesa da aplicação tática.
Avante Kléberson! A Confraria Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA) criou o e-mail [email protected], para que os torcedores do Paraná possam enviar mensagens de incentivo ao meia Kléberson.
No telão Tem que ser dado todo apoio à decisão da Fifa que permitiu a utilização de telões nos estádios durante as partidas da Copa do Mundo. Os telões deveriam funcionar sempre, como apoio ao torcedor que merece mais esse conforto. No Oriente, terra da alta tecnologia, os telões conquistaram a independência.


