TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de maio de 2002
Luiz Claudio Oliveira [email protected] 
Olá, amigos do Esporte! A Copa já está aí, batendo na nossa porta, de madrugada. Espero que não seja visita indesejada, chegando apenas para tirar nosso sono. Que venha como parente ou amigo distante, para matar a saudade e nos dar alegria. Que a alegria esteja com a seleção brasileira, que até agora é uma incógnita. Pode tanto brilhar quanto repetir as atuações medíocres da maior parte das Eliminatórias e dos jogos amistosos. Ou seja, pode chegar à decisão tanto quanto pode ser eliminada pelo caminho.
As dúvidas dos torcedores são dúvidas íntimas, não reveladas, pois afinal, torcedor faz o seu papel, que não tem nada a ver com duvidar do time. A hora, para o torcedor, é de se vestir de otimismo e ufanismo, acompanhando os gritos do Galvão Bueno pela Globo já que pela televisão não temos direito a uma segunda opinião. Mas lá no fundo, todos, torcedores e nós da imprensa dita especializada, não temos aquela certeza do bom desempenho da seleção do Felipão na Copa do Oriente.
O próprio Felipão ainda tem algumas dúvidas com relação ao time. Ele ainda não tem a certeza de qual o time titular ou quais as variações possíveis dependendo do adversário. Tanto que na última semana de treinamentos usou várias formações diferentes e na última hora se definiu por Juninho Paulista no meio-de-campo, no lugar de Kléberson.
Juninho tem estilo completamente diferente de Kléberson. Gosta de carregar a bola em vez de distribuir o jogo. Gosta de ficar mais no ataque e tem poucas preocupações defensivas. Não chuta de longa distância. O paranaense, ao contrário, prefere o passe a carregar a bola, faz lançamentos, sabe defender e pode chutar de longa distância.
Talvez os dois tivessem lugar no time e o melhor fosse a retirada de um zagueiro. E esta é uma das opções táticas de Felipão que, até então, a testou apenas com a entrada de Denilson, no segundo tempo das partidas. Tudo isso mostra que o técnico ainda não definiu tudo e não sabe o que esperar de todos os jogadores.
Por mim, nada contra a saída de Kléberson, apesar de torcer para que o paranaense se dê bem, mas preferia a saída de Roque Júnior para a entrada de Denilson, com Rivaldo um pouco mais recuado. Mas isso teria que ter sido treinado e ainda não foi, em nenhum momento.
Superminicampeonato Chega ao fim, depois de duas semanas de uma disputa medíocre, o Superminicampeonato Paranaense. Atlético e Paraná Clube foram os menos piores e decidem este torneio que não vale para nada a não ser para encher linguiça. É um torneio que nasce morto e duvido que se repita no futuro. Foi um fracasso técnico e financeiro.
Brasileirão Definido o Brasileirão com 26 equipes, descem quatro e sobem duas, jogos só de ida para a classificação de oito. A única diferença do ano passado é que as eliminatórias até a final serão em duas partidas. Quando teremos disputa em dois turnos e pontos corridos, como nos melhores campeonatos do mundo?


