TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de maio de 2002
Luiz Claudio Oliveira [email protected] 
Olá, amigos do esporte! Rivaldo joga a mesma coisa no Barcelona e na seleção brasileira? Estou cansado de ouvir a frase afirmando que o jogador que brilha e é herói no Barcelona não joga nada na seleção brasileira. Isso é repetido à exaustão. Tenho que concordar que nas apresentações mais recentes Rivaldo não tem aparecido muito. Pesa a favor dele, no entanto, a sobrecarga a que está exposto o seu frágil joelho. Nem no Barcelona ele vem jogando bem nas últimas apresentações, apesar de ser sempre um jogador decisivo.
Tive a oportunidade de perguntar ao próprio Rivaldo se ele não se sentia tão bem na seleção quanto se sente no Barcelona. Foi em 1999, durante a Copa América disputada no Paraguai. Ele negou e me deu a explicação que tinha funções diferentes na seleção e no clube. Naquela época, ele tinha liberdade para se posicionar na esquerda do ataque no Barcelona e fazer o que bem entendesse com a bola.
Também repassei ao jogador a reclamação do torcedor de que ele prende demais a bola. Rivaldo alegou que aquele é seu estilo de jogo e já estava muito velho para pensar em mudar. Fora este estilo que o levara a ser um dos melhores jogadores do mundo.
Além disso, longe das entrevistas e dentro de campo, Rivaldo comandou a seleção do Brasil na conquista daquela Copa América. Fez gols, lançamentos, dribles e passes que não podem ser contestados por ninguém. Na Copa da França, ele foi também um dos destaques positivos da seleção.
Como diria o Tostão, se um extraterrestre desembarcasse em qualquer jogo do Brasil e visse Rivaldo, diria que ele é um craque, mesmo se estivesse jogando mal. Alguém lembra daquele jogo entre Brasil e Argentina, em Porto Alegre, há alguns anos? Rivaldo só não fez chover. Não tenho dúvidas que, se ele estiver em boa forma clínica e física, deverá ser fundamental para a família Felipão e promessa de bom entendimento com os parceiros Ronaldos.
Atletiba feio Fazia tempo que não via um Atletiba tão feio quanto o do último domingo. Jogo truncado, com mais de 70 faltas, cinco expulsões. Não se viu uma tabelinha, um bom passe, um drible, um toque mais refinado. Foi só correria, chutões, furadas, porrada, chuveirinho na área. O jogo tinha que melhorar muito para ser apenas ruim.
Copa de pijama Pelos horários que acontecerão os jogos desta Copa e pela qualidade do futebol que está sendo apresentado mundo afora, só espero que esta não passe a ser conhecida futuramente como a Copa do Sono.
Liga da CBF Depois de espernear e ameaçar, a Liga dos Clubes, como sempre acontece com os cartolas brasileiros, pôs o rabo entre as pernas e aceitou o ultimato da CBF. A bagunça continua sendo comandada por quem sempre a comandou. A Liga fica para uma próxima oportunidade, talvez em 2003, quem sabe...


