TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de abril de 2002
Luiz Claudio Oliveira [email protected] 
Olá, amigos do Esporte! Estamos vivendo as fases decisivas da Copa do Brasil, Copa Sul-Minas e Rio-São Paulo. Sem contar que estamos a quase um mês do início da Copa do Mundo. A atenção deveria ser exclusiva para o que acontece dentro de campo. Mas, os cartolas cariocas, que ficaram sem ter o que fazer porque seus falidos clubes foram desclassificados de todas as competições importantes que disputaram neste ano, decidiram então aparecer. Eles não suportaram ficar esse tempo todo fora da mídia. Reuniram-se e anunciaram que deixavam o Clube dos 13 (Clube de quantos, mesmo?) e que apoiavam um campeonato brasileiro organizado pela CBF. Foram contra a Liga dos Clubes, que também pretende organizar o calendário do futebol brasileiro e, consequentemente, o Brasileirão.
Por seu lado, o Clube dos 13 afirmou que ainda não recebeu oficialmente o pedido de desligamento do Botafogo e do Fluminense e anunciou que se reunirá em no máximo uma semana para apreciar a tabela do próximo campeonato brasileiro, que se inicia depois da Copa. O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, apoiado por todos os outros clubes de fora do Rio, afirmam que organizam o Brasileirão mesmo correndo o risco de ficar de fora da Libertadores.
É, portanto, uma queda de braço provocada pelos cartolas cariocas que querem continuar no comando do futebol brasileiro. Mas o exemplo deles tem sido desastroso. Transformaram o futebol carioca em sinônimo de crise técnica e econômica. A briga vai depender da vontade dos outros cartolas do País de realmente peitarem a CBF e, consequentemente, a Fifa.
Pela lei, não é só da Libertadores que o Clube dos 13 será excluído. Os clubes e os jogadores a eles filiados não poderão participar de nenhuma competição aprovada pela Fifa. Isto significa que os jogadores não poderiam ser convocados para a seleção brasileira, que passaria, então, a ser uma seleção de jogadores dos times cariocas. Seria uma espécie de O Rio é o meu País, um movimento separatista do futebol. Resta saber quem teria mais fôlego e aceitação popular, se um campeonato brasileiro sem os cariocas, ou um campeonato carioca sem os brasileiros.
SUL-MINAS Atlético e Grêmio fizeram um jogo atípico no sábado passado, no Olímpico. Os gremistas devem estar envergonhados até agora pela goleada de 5 a 1 que tomaram do time misto do Atlético. Foi algo parecido com a que o Coritiba tomou do Paraná, mas pior, considerando a vaidade gaúcha, que é como um potro indomado, não aceita freios. O time do Atlético está muito próximo de jogar mais uma final, quatro meses depois de ter conquistado o campeonato brasileiro. No entanto, o time está muito mais irregular do que no ano passado.
Rio-São Paulo Primeiro deveria mudar o nome para, no mínimo, São Paulo-Rio ou, mais precisamente, São Paulo, apenas, tal o domínio dos paulistas e o declínio dos cariocas.
SUPERPARANAENSE - Responda rápido. O Londrina se classifica para o Superparanaense? E se cair no grupo com o Atlético, o Coritiba e o Grêmio, não seria melhor ter ficado de fora?


