Olá, amigos do Esporte! Nunca conversei pessoalmente com o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari. No entanto, pensando nos times que ele dirigiu e na maneira como gostava de fazer estes times jogarem, posso garantir que muitas dúvidas passam pela cabeça do treinador neste momento.
Há uma grande diferença entre dirigir times e dirigir a Seleção, isto é óbvio. Nos times, Felipão gostava de jogadores medianos e aguerridos, que marcassem muito. Apenas um criativo já era suficiente. Assim ele montava uma equipe defensiva e tinha apenas um atleta imprescindível. Era o jogador de velocidade para puxar os contra-ataques. Foi assim com Euller e com Paulo Nunes, jogadores fundamentais nas principais conquistas do técnico.
Ainda nos times, ele gostava de um centroavante mais fixo para que recebesse as bolas do atacante rápido e também dos cruzamentos laterais, os conhecidos ‘‘chuveirinhos’’, que o técnico também apreciava muito. Assim a equipe jogava quase sempre se defendendo – e se comportava bem neste quesito – e quando a bola caía no pé do jogador criativo este lançava o veloz que ganhava na corrida dos adversários e servia o centroavante. Era a receita quase infalível.
Na Seleção, a conversa é outra. Ninguém suporta uma Seleção Brasileira defensiva e pouco criativa. O técnico se vê pressionado a mudar seus conceitos. Em parte ele reviu, abdicando de dois jogadores pura e exclusivamente marcadores no meio-de-campo, dentro do esquema 3-5-2. Mudou, mas não mudou muito, pois não abre mão do Emerson, que pouco se arrisca à frente da linha de meio. Terá nas mãos, mesmo desprezando Romário, jogadores criativos como Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Edílson, Denílson e Djalminha. Teria que achar lugar para pelo menos quatro deles no mesmo time. E será difícil colocar estes jogadores dentro do mesmo esquema que Felipão organizava nas equipes. Por isso tudo, ninguém sabe o que se passa hoje na cabeça do técnico, além das dúvidas.
VERGONHA NO STJD – O Superior Tribunal de Justiça Desportiva, através de seu presidente em exercício, Paulo César Salomão, decidiu que, a partir de agora, qualquer jogador com três cartões amarelos pode ser escalado normalmente, mesmo que isso vá contra o regulamento da competição. Pelo menos, foi o que fez o Vasco. Escalou o zagueiro João Carlos, que deveria estar suspenso, e o STJD nada fez e ainda obrigou o São Paulo a jogar contra o Vasco em partida que deveria ser realizada ontem à noite pela Copa do Brasil. É o famoso vale tudo, mas só quando é pro ‘‘nosso’’ lado. E se fosse o CSA que tivesse escalado um jogador suspenso, o que aconteceria?
BAGUNÇA – Pelé abraçou Ricardo Teixeira que beijou o então ministro dos Esportes, Carlos Melles, e juntos aprovaram um calendário quadrienal. Muito mal feito, é verdade, cheio de competições e pouca racionalização. Depois, o Clube dos 13 reuniu-se e criou a Liga de Futebol, com outro calendário. Quase um ano depois da primeira reunião, os presidentes de federações, todos honestos, competentes, impolutos e sem jaça, como o Onaireves Moura, jogam toda a encenação no lixo. Quem é que manda nesta bagunça, afinal?

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