TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2002
Luiz Claudio Oliveira 
Olá, amigos do esporte! O que aconteceria se o time do Atlético de 2002 enfrentasse o time do Atlético do final de 2001? Mas é o mesmo time, poderiam dizer os mais entendidos do rubro-negro. Mas se é o mesmo time, por que no ano passado o Atlético venceu todas as partidas decisivas e foi o ataque mais positivo do Brasileirão, enquanto neste 2002, o time não vence há três rodadas e está por um fio de ser desclassificado tanto na Libertadores quanto na Sul-Minas?
Nesta terça-feira, o campeão brasileiro foi a Riobamba, no Equador, e perdeu a segunda consecutiva na Libertadores. Talvez tenha sido influenciado pelo nome da cidade e ficado com as pernas bambas. Uns dizem que o time não jogou bem por causa da altitude. Só se for a altura do salto alto. O desinteresse de alguns jogadores durante a partida é nítido. Parece que ainda não voltaram de férias. Será que o time está com dengue? A diretoria poderia mandar fazer exame lá no CT do Caju, para ver se encontra algum criadouro do Aedes aegypti.
Big Brother No Brasileirão do ano passado, quase 40% das partidas disputadas não tiveram nenhuma forma de transmissão por TV. Nem na televisão aberta, que transmitiu 12,8% dos 336 jogos, nem via Net, seja pelo SporTV ou pelo pay-per-view. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pela Associação de Operadoras Independentes de TV por Assinatura, a Neo TV, que reúne 41 operadoras no País.
Por causa disso, que a Neo TV está processando a Globo, afirmando que a exclusividade tem prejudicado o telespectador brasileiro. Há um processo correndo na Secretaria do Direito Econômico desde setembro do ano passado. As distribuidoras independentes alegam que alguns dos principais jogos passam na SporTV, das Organizações Globo e não são distribuídos às independentes.
Como se vê, o interesse de outras empresas existe, portanto, o Clube dos 13 pode negociar melhor com a Globo se ela continuar pedindo a exclusiviodade, ou então, simplesmente acabar com a exclusividade e vender os jogos a todas as redes. Esta é uma oportunidade de negócio que não pode ser descartada pelos cartolas do Clube dos 13, dos 26, ou 32 principais equipes de futebol do País.
Comendo mosca Uma reportagem interessante da Agência Estado foi publicada na Folha de ontem, mostrando que várias seleções estão interessadas em jogar com o Brasil, no lugar das desistentes Colômbia e Chile. Bastaria dar um telefonema e depois confirmar com um ofício. Onduras, Jamaica e Panamá estão entre as consultadas que aceitariam. É como sempre digo, nunca duvide da incompetência desses nossos cartolas.
Duelo Há quem esteja defendendo uma partida entre os rubro-negros Atlético e Flamengo, para ver quem é o pior time do ano. O árbitro, para manter o espírito da disputa, seria o Guga.
Férias Este colunista entra em férias e o Toque de Primeira volta a ser publicado no dia 28 de março.
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