TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Luiz Claudio Oliveira [email protected] 
Olá, amigos do Esporte! Vendo a partida de ontem entre a seleção brasileira e a seleção da Arábia Saudita, deu para termos uma reafirmação de que o técnico Luis Felipe Scolari mudou mesmo. Adotou de vez o esquema do 3-5-2, mas não mais tão defensivo quanto no ano passado. Está apostando na agressividade para voltar a ter uma seleção respeitada e temida. Mas continua fazendo suas burradas, como no caso de ontem.
Quando todos esperavam ver atuando juntos Kléberson e Djalminha, ele tirou o primeiro para por o segundo. Estava claro que era Juninho Paulista, que ou carregava demais a bola ou errava passes, que deveria ter saído. Mas Juninho, protegido pela imprensa carioca, ficou até o final, mesmo jogando mal.
Enquanto esteve em campo, Kléberson distribuiu o jogo ora para a direita, ora para a esquerda, mas não esteve tão bem quanto na partida anterior, contra a Bolívia. Mas também não dava para tabelar com Juninho, que não devolvia a bola quando recebia, tentando sempre a jogada individual. Por isso mesmo seria importante ver a dupla Kléberson e Djalminha em ação, mas Felipão deve ter visto outro jogo.
A entrada de Djalminha não mudou muito o jeito da seleção atuar, mas ele foi importante no gol, com a cobrança perfeita de falta, sem nenhuma chance para o goleiro árabe. O gol saiu no momento em que a Arábia estava melhor na partida, dominando o meio-de-campo que ficou sem muita combatividade por causa da saída de Kléberson.
Luisão e Edilson continuam muito fora de forma e perderam vários gols no primeiro tempo, quando o Brasil já poderia ter saído na frente do placar, não fossem as falhas de conclusão dos dois. Washington e Marques substituíram os dois, mas também não fizeram muita coisa porque a bola pouco chegava até eles.
De tudo o que deu para ver no teste, o mais importante é mesmo a mudança de postura de Felipão, que agora quer o time jogando mais adiantado, marcando pressão na saída de bola do adversário. Tomara esta opção continua até a Copa do Mundo.
Salto alto
O Atlético Paranaense entrou em campo, na terça-feira à noite, com os jogadores se equilibrando no salto alto. Achavam que venceriam o Bolivar a qualquer momento que quisessem. Nem mesmo o gol do time adversário, aos 9 minutos de partida, acordou os deslumbrados campeões brasileiros. No segundo tempo, depois de já terem levado vários carrinhos e botinadas começaram a lembrar que estavam em uma Libertadores da América, mas aí o juiz apitou o final da partida e os nove torcedores bolivianos presentes na Arena é que fizeram a festa.
Rexona lá
O Rexona está mais uma vez na decisão do primeiro turno da superliga feminina de vôlei. Mas a empresa que dirige o time já dá sinais de retirada do projeto depois desta superliga. Tomara esta decisão seja repensada, ou apenas um boato.


