TOQUE DE PRIMEIRA
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
Luiz Claudio Oliveira [email protected] 
Olá, amigos do esporte! Vejam esta escalação: Dida; Juan, Ânderson Polga e Cris; Belletti, Gilberto Silva, Juninho Paulista, Kléberson e Paulo César; Edílson e Luizão. Parece a escalação de um time razoável, mas trata-se da seleção de Luis Felipe Scolari, que faz, a menos de seis meses do início da Copa, experiências que deveriam ter sido feitas há quatro anos.
Não vou aqui ficar falando das experiências não realizadas, das estréias, nem da ausência de Romário. Quero chamar a atenção para uma mudança, pelo menos nesta experiência, na maneira de armar o time, colocada agora pelo Luis Felipe Scolari. Não tenho as estatísticas, mas acredito que é a primeira vez que ele vai fazer a seleção entrar jogando com três zagueiros e apenas um volante puramente marcador. O segundo volante é o Kléberson, do Atlético Paranaense, que sabe muito bem sair distribuindo o jogo em passes rápidos e precisos, colocando velocidade no meio-de-campo e no ataque.
Como segunda opção, está o Kaká, do São Paulo, que joga de maneira ainda mais ofensiva que Kléberson. Tomara que essa apresentação de hoje da seleção venha a antecipar o futuro, a preparação para a Copa. Tomara o técnico reveja seus conceitos e encaminhe o futebol brasileiro novamente para o ataque.
A escalação mostra esta preocupação com o ataque, mas como é a primeira vez que este grupo atua junto, mesmo contra uma seleção fraca como a boliviana, também reformulada, pode ser que não dê ainda muito certo. Mas, se tem uma experiência que precisa ser mantida, é esta. Acho até que vou ver o jogo, só para ter certeza que o Felipão vai soltar o time um pouco mais.
De volta aos gramados
Os principais times de futebol do Paraná já voltaram à ativa. Do que deu para ver até aqui e, como vocês sabem, escrevo antes dos jogos noturnos, portanto não comento os resultados da Sul-Minas de ontem o Atlético manteve a base do campeão brasileiro, o Paraná Clube piorou e o Coritiba melhorou.
No Atlético, a primeira partida não conta porque o técnico Geninho montou um catadão, misturando reservas e juniores que nunca antes haviam jogado juntos e tiveram menos de dois dias para treinar. Depois, com a volta de quase todo o time titular, mas sem a defesa, venceu o Figueirense por 2 a 0. O melhor teste foi no jogo de ontem, contra o Galo Mineiro.
O Paraná Clube piorou com a ausência de Lúcio Flávio, que era o grande maestro do time e ganhava jogos cobrando faltas. Vai ser difícil para o técnico Bonamigo achar um substituto à altura.
O Coritiba fez três jogos e conseguiu três vitórias. Mostrou que melhorou o poder ofensivo com a permanência de Liedson no time titular. Ainda tem falhas no meio-de-campo, mas tende a melhorar cada vez mais com o entrosamento dos atletas. Também mostrou força e recuperação ao virar o jogo em cima do Internacional. Tem tudo para conseguir neste ano o que não conseguiu no ano passado: um título.


