TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Luiz Claudio Oliveira 
Nunca antes o futebol brasileiro começou um ano da maneira como começa este 2002. A crise econômica que se abateu sobre os chamados grandes clubes graças às seguidas más administrações da cartolagem geral faz com que as diretorias dos tradicionais do eixo Rio-São Paulo. Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo só falam em contratar a tal da economia e escalam no ataque o teto salarial.
CPIs, nova legislação, anúncio de medida provisória e aperto da Receita Federal são algumas das causas para o fim de festa da verdadeira orgia que os cartolas promoviam com o dinheiro dos clubes. Talvez os exemplos das boas campanhas de Atlético e São Caetano, com administrações pés-no-chão, também tenham influenciado.
Esta nova mentalidade, no entanto, não é só nos chamaddos times grandes. No Paraná, os times de Curitiba têm orçamento definido com seus respectivos tetos, para não fazer loucuras. O Londrina já definiu R$ 2 mil como teto salarial. Mesmo o Atlético, que tem calendário e verba extra no primeiro semestre com a participação na Taça Libertadores da América, tenta conter os gastos. Por isso, recusa-se a pagar R$ 70 mil ao zagueiro Nem, assim como o São Paulo também já havia se recusado a pagar este valor ao mesmo zagueiro.
São novos tempos no futebol brasileiro. Daqui para frente, salários astronômicos, superiores a R$ 100 mil serão raros. Principalmente depois que a legislação responsabilizar os dirigentes dos clubes pela administração errônea e a quebra do caixa.
Por isso tudo, 2002 talvez seja um marco no futebol brasileiro. Um marco da reestruturação. Desde que, a partir dessa racionalização, os cartolas comecem também a pensar melhor o calendário esportivo brasileiro. Organizem as competições, acabem com as viradas de mesa, negociem melhor com a televisão, tornem seus estádios mais confortáveis. Assim, dentro de pouco tempo, o futebol nacional voltará a ser rico tanto dentro quanto fora de campo.
TIM campeã
Há algumas décadas é sabido que o marketing esportivo é uma das formas mais fáceis de uma empresa tornar sua marca conhecida. A Tim Celular do Paraná fez o óbvio ao patrocinar os times do Paraná. Resuntado: ganhou não só o título do Brasileirão, com o Atlético, como a maior exposição de sua marca na história da empresa. E as outras, será que não vão acordar com este exemplo?
Multa ardida
Na NBA, a mais conhecida liga de basquete norte-americana, o dono de uma equipe a Dallas Mavericks, foi multado em US$ 500 mil por ter criticado insistentemente os árbitros. Imagine se a moda pega aqui no Brasil. O que teriam que pagar os cartolas que até invadem campo para tentar agredir os árbitros? E o lendário Serafim meneghel que até deu tiro na bola, segundo consta, em uma partida do União Bandeirante?


