TOQUE DE PRIMEIRA
Copa do Mundo de 2002 Tremei Brasil
Luiz Claudio Oliveira
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Olá, amigos do Esporte! Feliz 2002 para todos. Tomara que vocês continuem batendo um bolão neste ano. Um ano de Copa do Mundo e só esta lembrança já nos remete ao ano passado. Infelizmente, as Eliminatórias da Copa são inesquecíveis e, por causa delas, temo pela sorte do Brasil na Copa do Mundo. Mesmo tendo China, Costa Rica e Turquia como adversários, se nada mudar no conceito de nossa seleção, estará difícil até passar pela primeira fase.
Difícil começar o ano desta forma pessimista com o futebol nacional, mas fazer o quê? Se a nossa seleção estivesse mais para Atlético Paranaense do que para Sport de Recife eu ainda estaria mais esperançoso, mas do jeito que ela vai, não confio nem um pouquinho. A não ser que Felipão reveja seus conceitos.
Em 2001, Luis Felipe Scolari assumiu a seleção aplaudido pela mídia nacional e pelo torcedor em geral, embora aqui nesta coluna as dúvidas sempre apareceram com relação ao trabalho dele. O treinador gaúcho que brilhou em times que jogaram um futebol competitivo, mas nada brilhante ou arrebatador, tentou impor na seleção o mesmo critério que teve nesses times. Futebol de pegada, retrancado e que aproveita os contra-ataques para tentar chegar ao gol. Um futebol sem riscos e sem brilho. Um futebol um pouco parecido, mas pior do que o apresentado pela seleção brasileira campeã em 1994, com o técnico Parreira.
O meu desejo para 2002 é que Felipão jogue fora esta fórmula ao se concientizar que a seleção brasileira é um patrimônio nacional e que tem um passado de glórias a zelar. Que ele adote o verdadeiro caráter do futebol brasileiro que é de jogo ofensivo, de atacar mais que defender. Um futebol que deixe os adversários preocupados antes deles entrarem em campo, ao contrário do que foi transformado o nosso futebol hoje, quando todos anseiam jogar contra o Brasil para tentar a vitória.
No mínimo, espero que Felipão encontre um meio-termo entre o que ele fez nas eliminatórias e o que toda a população quer que ele faça. Do contrário, ai de nós, torcedores indefesos diante das poderosas Costa Rica, China e Turquia.
Correndo em 2002
Não pude assistir esta mais recente versão da São Silvestre, mas gosto de ver a festa que são essas corridas de rua. A multidão anônima é que faz o espetáculo ficar bom e se não fosse por ela, as provas seriam chatas e poderiam ser disputadas dentro de estádios vazios. As fantasias, as barrigas arfantes, as histórias de superação a cada dobrar de esquina são tão épicas quanto o histórico dos vencedores.
Lições do esporte
Olhar para a frente e enxergar não um obstáculo, mas apenas um degrau a mais para se chegar ao objetivo final. Persistência, disciplina e superação são lições que o esporte nos ensina a cada prova ou jogo e que devemos prestar atenção e adotá-las na vida cotidiana. Talvez, levar a vida na esportiva seja a melhor lição. Novamente, feliz 2002 a todos.





