Toque de Primeira
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de dezembro de 2001
Luiz Claudio Oliveira 
Papai Noel é atleticano
Olá, amigos do esporte! Olá, torcida atleticana! Que presentão de Natal, ein? Aquele Papai Noel com roupa vermelha e um largo cinto preto nunca nos enganou, não é? Brincadeiras à parte, a conquista do Atlético foi muito justa, não só pelo que o time fez neste ano, mas pelo que o clube vem fazendo há mais de cinco anos.
Em 1995, foi campeão da segunda divisão. Em 1999, foi campeão da seletiva para a Libertadores e disputou sua primeira competição internacional. É o atual bicampeão paranaense. São importantes conquistas dentro de campo, mas que tiveram origem fora dele.
O Atlético foi seguramente o clube brasileiro que mais cresceu em estrutura na última década. Construiu um dos melhores centros de treinamentos do País, demoliu o antigo e construiu um moderno estádio de futebol, que não tem comparação com nenhum outro. Pelas conquistas dentro e fora do campo, a torcida atleticana é hoje a mais orgulhosa do Brasil. E também a mais bonita, como as câmaras da Globo não cansaram de mostrar nos jogos na Arena.
A mulherada atleticana
A presença das mulheres nos jogos do Atlético tem uma fácil explicação. As mulheres gostam de futebol, mas não gostam de ir a estádios feios, caídos, sem segurança, sem banheiro limpo, sem lugar para poder comprar algo para comer. No estádio do Atlético, a Arena, elas encontram conforto e podem ver os jogos sem tomar chuva, com banheiros limpos, com um shopping de alimentação, segurança. Então elas vão aos jogos e se divertem, sem ser excluídas e sendo muito bem aceitas. Viva as mulheres rubro-negras!
Merecem palmas
O comportamento da torcida do São Caetano na final do Brasileirão merece palmas. Deu um show de civilidade e cavalheirismo. Aplaudiu o time quando viu que não tinha mais jeito e que o Atlético seria o campeão. Depois, aplaudiu os ônibus que levavam a torcida atleticana pelas ruas da cidade. Palmas para eles.
Merecem vaias
Merece vaias a direção de programação da Globo, que tirou do ar a comemoração atleticana e não mostrou nem a entrega das medalhas e da taça de campeão aos jogadores. Merecem vaias também a organização da Federação Paulista e do São Caetano, que tratou mal a imprensa paranaense. E, por fim, merece vaias parte da imprensa paulista, principalmente a de rádio, que se mostrou pequena, bairrista e provinciana na cobertura dos jogos da decisão.


