TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Luiz Claudio Oliveira 
A final que é só o começo
Olá, amigos do esporte! Depois de um breve descanso volto a importuná-los com minhas opiniões a respeito do esporte. Em particular o futebol, como não poderia deixar de ser nesta véspera de final envolvendo um time paranaense. O título desta coluna é mais do que apenas um trocadilho, mas uma expressão de otimismo com o futebol brasileiro. Uma esperança que esta decisão fez nascer em mim e em quase todos os não invejosos que puderam ver o jogo. Atlético e São Caetano fizeram, na Arena da Baixada, uma das melhores partidas decisivas que vi nos últimos anos.
Partidas de futebol em decisões, até então, costumavam ser amarradas, com muitas botinadas e pouco futebol. Foi assim que os times treinados pelo Felipão chegaram a seus títulos nacionais e internacionais. O time ganhava, a torcida fazia a festa, mas faltava algo mais. Faltava futebol. Atlético e São Caetano reviveram o futebol brasileiro, alegre, pra frente, sem lances desleais. Fizeram lembrar os bons tempos do futebol brasileiro, ''quando ainda se amarrava cachorro com linguiça'', como diria Felipão. Tempos de outros comandantes-técnicos, um pouco mais recentes, como Telê Santana, que não foi campeão mundial na seleção, em 1982, mas mostrou um futebol de sonhos para toda uma geração não só de brasileiros.
São Caetano chega pela segunda vez a uma decisão brasileira mostrando um futebol solidário, entusiasta e objetivo. No ano passado, deveria ter sido o campeão, não fosse a tragédia de São Januário, causada pela imprudência ou má fé de cartolas que entupiram o estádio com mais gente do que cabia. Neste ano, chegou com tudo, mas não contava com a força atleticana que se duplica quando empurrado pela maravilhosa torcida. Ver um jogo desses na Arena é assistir a dois espetáculos, um dentro de campo, com os times, e outro nas arquibancadas, com a torcida.
O meu otimismo se dá na esperança que os técnicos, os jogadores e as torcidas mirem-se no exemplo deste primeiro jogo da final do Brasileirão e voltem a praticar este esporte um tanto esquecido nos últimos anos aqui no Brasil, o futebol simples e bonito. Os dois times merecem subir juntos ao lugar mais alto do pódio.
2002, uma odisséia no Oriente
Caso não aconteça nenhuma barbaridade geralmente ocasionada por cartolas, como no ano passado , o final de ano do futebol brasileiro estará em alta com a decisão entre Atlético e São Caetano. O que todos esperam é que este bom vento sopre também em 2002, ano de Copa do Mundo. Que Felipão se convença que jogador de futebol tem que saber jogar futebol e não apenas atropelar o adversário no meio-de-campo. Enfim, que a seleção brasileira ganhe ou perca, mas jogue bonito e pra frente.
Iroshima, mon amour
A cidade de Iroshima quer receber a Seleção Brasileira durante a copa do oriente. Os mais engraçadinhos já estão fazendo pilhéria de mau gosto ao afirmar que de bomba Iroshima entende.
Papai Noel dos campos
Inspirado em Atlético e São Caetano, mando aqui minhas felicitações natalinas aos leitores com um grito do Papai Noel dos gramados: ''gol, gol, gol, Feliz Natal!''.


