O terror e o esporte no mundo



Olá, amigos do Esporte! Escrevo ainda sob o impacto do terror que invadiu nossas casas via televisão, rádio, jornal e internet. O terror nada tem a ver com o esporte. Enquanto as manifestações esportivas tem ou deveriam ter o poder de agregar crenças, religiões, etnias e opções políticas, o terror pretende sempre a desagregação, a desarmonia.

Por vezes, o terror invade o esporte. Como nas Olimpíadas de Munique, em que dezenas foram mortos graças à intolerância. A intolerância também pode ser mais prosaica, como em uma briga de torcidas, que sempre desabonam o esporte e acabam em ações criminosas como as dos holligans. O terror também pode vir na forma de desastres como estádios superlotados que podem acabar com dezenas de mortos.

Mas o esporte tem o poder de unir. Contam que Pelé conseguiu a proeza de adiar uma guerra quando foi jogar na África. Os estados belicosos decidiram adiar suas ações para ver o Rei do Futebol. Um exemplo bonito do poder do esporte foi visto na Copa da França, quando Estados Unidos e Iran, que acabavam de sair de uma guerra jogaram em clima de tolerância e amizade, posando unidos para a foto oficial e distribuindo flores uns aos outros.

Aqui, na América do Sul, a disputa da Copa América conseguiu suspender por alguns dias o terror dos grupos armados da Colômbia. Apesar do receio, o único terror que teve na Colômbia durante a Copa América foi o futebol da seleção brasileira.

Torcedor chateado

Recebi uma carta de um torcedor de Terra Rica, que preferiu não se identificar e assinar apenas como ''torcedor chateado''. Ele fala mal dos jogadores Roberto Carlos, Cafu, Rivaldo e Mauro Silva, do narrador Galvão Bueno, do ex-jogador e hoje comentarista Falcão e da Rede Globo. Para ele, a Globo ''é um câncer que está corroendo nosso futebol'', porque determina os horários dos jogos de acordo com a grade de programação e porque compra direito de transmissão de jogos e não transmitem, só para não permitir que concorrentes o façam.

Olha, ''Torcedor Chateado'', o ufanismo dos nossos narradores não só os da Globo também me irrita. Por vezes, prefiro ver os jogos sem som. Também muito irritante é essa mania que as TVs pegaram de colocar ex-árbitros falando que foi falta aquela falta que a gente acabou de ver no vídeo. Sem falar na compulsão corporativa que eles têm de sempre proteger o árbitro, a não ser quando o erro é muito grave.

Quanto ao fato da Globo determinar os horários dos jogos, é o reflexo do poder da emissora (dinheiro) contra o pouco poder dos clubes. Agora, com o surgimento das ligas, talvez os clubes caiam na real e tomem conhecimento do seu verdadeiro poder e do valor do seu produto. Assim, poderão sentar à mesa de negociação com a Globo ou qualquer outra rede e falar os horários que aceitam jogar futebol.

Guga na Bahia

Garanto que já tem gente falando que Guga é ciclotímico, que não é consistente e outras besteiras destas porque ele não foi campeão em Nova York e perdeu na primeira rodada na Bahia. A estes, que não conhecem tênis, basta mostrar os rankings da ATP em que o brasileiro aparece em primeiro. Na Bahia, Guga perdeu para Saretta, que havia acabado de vencer o chalenge Global Telecom Open de Curitiba e mostrou que está mesmo em ascensão.

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