A solidão do tenista na hora do tie-break


Olá, amigos do Esporte! O primeiro tenista do mundo disputa o último Grand Slam do ano. Guga tenta, pela primeira vez, a conquista do Aberto dos Estados Unidos. A Rede Globo já começou a campanha ufanista dando a entender que ele tem a obrigação de vencer porque é o número um do mundo. Guga é muito bom, excepcional. É favorito em qualquer torneio que entre. Mas, cá para nós, a obrigação de vencer seria dos americanos Pete Sampras e, principalmente, Andre Agassi, que busca o seu sexto título do ano e a retomada da liderança do ranking. Eles não seriam favoritos por serem melhores do que o Guga, mas por serem americanos e jogarem em casa, com o apoio da torcida e até da arbitragem.

É verdade que Gustavo Kuerten persegue este título como nunca. Depois de ter quebrado o tabu de conquistar torneios nos Estados Unidos em quadra dura e afastar o estigma de ser um jogador só do saibro, é a chance definitiva dele entrar na mídia americana ao mesmo tempo encantadora e devoradora. Parte disso ele já conquistou ao chegar no US Open como primeiro dos dois rankings e cabeça-de-chave número 1. Uma boa presença nas quadras e a América portanto o mundo estará a seus pés.

Aqui no Brasil, ficamos torcendo por ele, sabendo do que este manezinho da Ilha do Desterro é capaz. Mas é preciso saber que não se pode comparar o tênis com o futebol ou outro esporte coletivo. No futebol, por exemplo, sempre existe um dia em que o craque está mal, mas a atuação do time pode ser compensada pelos outros companheiros. No tênis se está sozinho e se tem que resolver sozinho, sem mesmo poder consultar o técnico para mudar uma estratégia de jogo ou pedir um apoio. O tênis, exceto na disputa da Copa Davis, proíbe o técnico de dar instruções durante uma partida. Se gritar alguma instrução de fora da quadra, será punido. O tênis, é mais do que um contra um. É um contra ele mesmo e contra o adversário. Os grandes vencedores do tênis são aqueles que, como Guga, conseguem ser um, a favor dele mesmo, não importa o adversário. Mas isso nem sempre é possível.

Tremendo com Cuba

Mais uma vez as meninas do vôlei tremeram diante das cubanas. Fico imaginando o que faria Bernardinho, que agora treina a seleção masculina, se continuasse sendo o técnico das meninas e visse a seleção perder uma partida para as cubanas depois de estar vencendo por 12 a 4 no tie-break. Pode?

Marcelinho água e vinho

Já está virando rotina. O Corinthians não vence e a torcida pede a volta de Marcelinho. Bem como previu aquele pastor evangélico. Quem errou nesta história toda foi a diretoria do Corinthians que não fez como o São Paulo, no caso do goleiro Rogério Ceni. Deviam ter dado uma multa e um gancho para o Marcelinho e depois reintegrá-lo à equipe. Agora, a situação ficou insustentável. Como reintegrar o Marcelinho depois que a maioria dos jogadores já falou mal dele?

Seleção gaúcha

Dizem que Felipão furou a imprensa do eixo Rio-São Paulo ao ter passado primeiro aos gaúchos a convocação da seleção. Não sei se é ou não verdade, mas o fato de se quebrar este monopólio da informação, concentrada no eixo Rio-São Paulo não me desagrada. Trabalhando junto com a seleção vi muitas vezes este eixo ser presenteado com informações sem nem mesmo ter o trabalho de procurá-las.

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