TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de julho de 2001
Luiz Claudio Oliveira 
Olá, amigos do esporte! Como foi a seleção ontem à noite? Confirmou estar numa nova fase na partida contra o time reserva do Paraguai? Como vocês sabem, escrevo antes do resultado dos jogos noturnos porque o horário não me permite esperá-los. Portanto, me escrevam dizendo o que estão achando da seleção do Felipão.
Mas nestes momentos de crise no futebol, fico me perguntando: e se a seleção brasileira não se classificar para a final da Copa América? E se a seleção não se classificar para a Copa do Mundo? E se não tiver Brasileirão neste ano? Afinal, isso seria bom ou ruim para o futebol brasileiro?
Seria, sem dúvida, a maior vergonha para o esporte do País, que se diz o País do futebol. É uma coisa difícil de acontecer, embora não impossível. Vamos supor que tudo realmente aconteça. Então novas perguntas apareceriam. O Ricardo Teixeira pediria demissão? E se pedisse, apareceria uma diretoria nova e competente para tocar o futebol brasileiro? O Onaireves pediria demissão? E se surgisse a Liga de Futebol profissional, o Eurico Miranda seria um dos diretores para repensar o futebol brasileiro?
Os marketeiros de plantão costumam repetir crise é sinônimo de oportunidade. Vivemos em uma grande crise no futebol nacional, portanto, também é época de oportunidades, de se repensar a organização de nosso esporte preferido. Mas será muito difícil mudar alguma coisa se esta mudança não começar pelos atuais dirigentes da Confederação e Federações. Enquanto eles continuarem mandando, nada muda.
Fora Ricardo Teixeira! Fora Onaireves e seus companheiros presidentes de federações! Fora Eurico Miranda e todos os seus comparsas de quadrilha que achacam e esbulham os clubes e o futebol do Brasil!
O REMO NÃO TEM CULPA
Caso não saia o campeonato brasileiro de 2001, a culpa não será do Remo, como já estão querendo insinuar. Da mesma maneira que não foi culpa do Gama que o Brasileirão do ano passado não saiu. A culpa toda, se vocês recordarem, é das duas viradas de mesa consecutivas feitas para garantir o Fluminense e depois o Botafogo na primeira divisão, quando eles tinham sido rebaixados dentro de campo com péssimas campanhas. Ali foi o clímax da bagunça administrativa do futebol brasileiro e que vai se arrastando até hoje.
DUAS SAÍDAS
No meio desta confusão toda, o Brasileirão 2001 só tem duas saídas. A primeira é fazer um campeonato inchado, com 30 equipes ou mais, acertando os interesses de todos, inclusive Remo e Malutrom. Neste caso, o regulamento poderia prever que cairiam quatro equipes a cada ano e subiriam duas, até que se chegasse a um número de 24, ou 22, ou 20 equipes. Mas, neste caso, se caísse para a segunda divisão o Corinthians ou o Flamengo?
A segunda hipótese é a CBF, nesta sinuca de bico em que se meteu, acertar com o Clube dos 13 (ou Clube dos 20) a criação da Liga de Futebol e o campeonato seria feito por carta-convite entre os maiores. O problema seria que a CBF teria que organizar um outro campeonato paralelo e os clubes que o disputassem poderiam requerer as vagas para as competições internacionais, como a Taça Libertadores da América. Como se vê, está tudo embrulhado, mas nada que não possa piorar ainda mais.
Alguém aí tem alguma outra solução ou vê alguma luz no fim do túnel?
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