Olá, amigos do esporte! E a Copa América saiu mesmo. Sem importância nenhuma a não ser pela polêmica da violência social e política da Colômbia. Apagada pelos fatos negativos que também respingam pela administração do esporte da América Latina. Primeiro, a Copa foi cancelada, depois suspensa, então transferida e, finalmente, reconfirmada. Tudo isso em um prazo de uma semana. Esse é retrato da organização do futebol na América Latina.
Justamente por protestar contra isso, mais por posicionamento político - de política do esporte - do que por medo, como foi insinuado por grande parte da imprensa esportiva nacional, que o meio-de-campo Mauro Silva não foi à Colômbia. Nós, os colunistas que escrevem sobre esporte, sempre reclamamos que os jogadores e atletas nunca tomam um posicionamento político ou trabalhista para reivindicar seus direitos e que sempre deixam tudo nas mãos dos cartolas. Agora, quando um atleta veterano, campeão mundial, como Mauro Silva, toma uma atitude coerente, não podemos ir contra ele.
Sentir medo é um fato normal no ser humano e quem diz que não tem medo de nada está mentindo. É preciso saber ter controle sobre ele, assim como sobre todos os outros sentimentos humanos. É assim que se vive em sociedade. Medo, garanto, estão sentindo quase todos os participantes da Copa América, mas poucos tiveram a coragem, como Mauro Silva, de tomar uma atitude que foi além do medo. Ele sentou-se com os seus coordenadores e explicou que não concordava com a desorganização da Copa América e com a falta de consideração para com a vida dos atletas. Depois, na conversa com a imprensa, simplificou tudo na seguinte frase-pergunta que é difícil de responder: ‘‘se uma semana antes não havia segurança para se fazer a Copa América, por que uma semana depois haveria segurança?’’
Mauro Silva não pipocou, foi um exemplo de coerência, honestidade e coragem que deveria ser seguido por todos os atletas.
A LIGA VEM AÍ?
A existência de ligas esportivas está prevista na Lei Pelé desde a sua primeira versão. Mas está lá na lei que a Liga só poderá existir de acordo com o aval dos órgãos oficiais representativos do futebol. No caso da Liga do Clube dos 13, ela terá que pedir benção à CBF. Se não pedir, os clubes que a formarem - e todos os seus atletas - não poderão participar mais de nenhuma competição organizada pela Fifa e seus representantes nos diversos países.
Isso quer dizer que os clubes e seus atletas não poderiam mais participar dos campeonatos estaduais ou regionais, Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa do Mundo e tudo mais o que houver. Só poderão participar de campeonatos promovidos por entidades independentes, iguais a eles. Portanto, se sair a Liga, terá que ser com a benção da CBF, ou será que o Clube dos 13 vai peitar a Fifa também?
PIRES NA MÃO
Torcida é fogo. Eis a última dos coxas-brancas contra a falta de contratação dos atleticanos: A diretoria do Atlético prometeu jantar de gala e os torcedores acabaram com o Pires na mão.



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