TOQUE DE PRIMEIRA
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Luiz Claudio Oliveira [email protected] 
Olá, amigos do esporte! No mesmo momento em que Felipão começava a trabalhar com a seleção, que, na definição dele e do presidente da CBF, seria a Seleção Bandida, a CPI da Nike, dos deputados, terminava melancolicamente seus trabalhos. Apesar do esforço do presidente, deputado Aldo Rebelo, as boas intenções da CPI foram sepultadas pelo bloco antiesportivo liderado por Eurico Miranda, símbolo de tudo o que é ruim no futebol brasileiro. Esta turba de deputados que virou a mesa da CPI é que deveria ser chamada de seleção bandida.
A banda boa da CPI, que perdeu para a banda podre, repassou as informações do relatório honesto para a CPI do Senado que, parece, terá fim menos melancólico. Falando nisso, a CPI do Senado deve chegar a Curitiba nesta sexta-feira, para uma sessão pública. Não sei se será confirmado, mas Pelé estaria presente, fazendo algumas propostas para o bem do esporte nacional. Pelé ficou meio queimado pela aproximação com Ricardo Teixeira justamente quando as CPIs trabalhavam pela moralização do futebol. Vamos ver agora o que ele propõe.
Tomara que a passagem da CPI por Curitiba não seja apenas um palanque eleitoral para o senador Álvaro Dias, presidente da mesma. Que seja produtiva, além de apontar culpados e sugerir punição.
Arrumar tudo no futebol é, em teoria, muito simples, embora não seja tarefa fácil. Basta organizar um calendário fixo e ter campeonatos com regulamentos também fixos, sem possibilidade de viradas de mesa. Os dirigentes da CBF e das Federações não poderiam ficar mais que quatro anos seguidos na presidência e estariam impedidos de estar até mesmo na chapa que os sucedessem. Estes dirigentes também deveriam responder civil e criminalmente pelas suas ações quando na presidência das entidades. Clubes, Federações e CBF devem pagar impostos e prestar contas como empresas normais. Isso entre outras coisas, algumas que até já estão previstas na Lei Pelé.
Tomara a CPI do Senado chegue a um final decente, sem a interferência da seleção bandida do congresso nacional.
Que taça feia
Qual clube de futebol não gostaria de levar para sua sede a taça da Copa do Brasil? Todos gostariam. Mas, cá pra nós, que trofeuzinho feio. Parece uma grande e desbotada lata de tinta ou de leite Ninho.
Mais uma chance
O Coritiba e, por extensão, o Paraná todo tem mais uma chance de conquistar um torneio nacional no futebol. No sábado, começa a disputar a Copa dos Campeões, que também dá vaga à Libertadores. O time deve jogar completo. Os times do Paraná há alguns anos vêm beliscando estes títulos, mas, na hora da decisão, se encolhem e acabam morrendo na praia. Está na hora de ter mais competência de títulos.
Paraná Clube em crise
O Paraná Clube atravessa uma grave crise financeira. Depois de ter atrasado os salários dos jogadores profissionais, agora as categorias de base, abaixo dos 15 anos, também sentem o aperto. Tanto que alguns pais estão tendo que fazer a famosa vaquinha para garantir pagamento de taxas de arbitragens e outros gastos para as equipes continuarem disputando torneios.


