Olá, amigos do esporte! Sabemos que de cabeça de cartola pode-se esperar tudo. Difícil lembrar qual a última boa idéia que saiu dos recônditos recantos cerebrais dos dirigentes esportivos brasileiros e paranaenses. Agora, estão estudando mudanças nos campeonatos estaduais e tentando direcionar a atenção da mídia para o campeonato regional, o Sul-Minas.
Sou a favor de um Sul-Minas com 16 equipes, mas caindo duas de cada Estado em cada temporada, para a entrada das duas primeiras colocadas no campeonato estadual que seria de acesso ao regional. Ninguém teria cadeira cativa na competição.
Mas, na verdade, tudo isso é um paliativo para o erro principal, que se repete e não se corrige. O estadual deveria ser uma espécie de quarta divisão do campeonato brasileiro. A terceira divisão seria um torneio regionalizado. E a segunda e primeira divisão, com 20 clubes cada. Todas as competições durariam o ano inteiro e teriam, obrigatoriamente, o critério técnico de acesso e descenso. Os campeões estaduais teriam garantida a participação na terceira divisão regionalizada, que daria vaga para a segunda divisão que classificaria para a primeira divisão. Simples e direto. O resto que se inventar, é pura enganação e esconde interesses políticos e de poder.
AS CPIs E O ESPORTE
Seria um grande feito se as duas CPIs do futebol se unissem em um debate sério com a sociedade para uma reformulação total da organização do esporte no Brasil. Uma reformulação global que iniciasse pelo calendário, mas entrasse também na questão dos estádios, das transmissões pela televisão, do respeito aos atletas e aos torcedores, da violência e de um sistema democrático de gestão esportiva que começasse pelo Ministério dos Esportes, passasse pelo COB e se estendesse às confederações, federações e clubes. Seria um trabalho maior e bem mais sério do que o está sendo feito pelos deputados e senadores.
BENEFICIADO PELO REGULAMENTO
A expressão ‘‘beneficiado pelo regulamento’’ foi colocada em quase todas as reportagens da conquista do bicampeonato pelo Atlético, porque ele chegou ao título com três empates com o Paraná. Está errado! Não houve benefício ao rubro-negro. O regulamento era o mesmo para todos os clubes que disputaram o Paranaense. Houve uma conquista dentro do campo. Se fosse um torneio por pontos corridos, o Atlético teria sido bicampeão com 12 pontos à frente do segundo colocado, que foi o Coritiba (e 15 pontos à frente do Paraná, terceiro colocado).
SEM FALAR DE SELEÇÃO
Notaram que eu não falei sobre seleção brasileira de futebol? É que, apesar do uniforme completo, aquela coisa lá no Japão não é a seleção. Não perderei o sono por causa daquilo.
GUGA MARAVILHA
Guga, o melhor atleta brasileiro da atualidade e que também é o queridinho dos franceses, pode pegar na final o único tenista da casa, o Grosjean e terá, talvez pela primeira vez em Roland Garros, a torcida contra ele. Se jogar o que jogou contra Kafelnikov, passa pelo espanhol Ferrero, na semifinal, do francês na final e chama a torcida de volta para os seus braços (ou para o coração de saibro desenhado na quadra).


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