Olá, amigos do esporte! ’’Vocês vão ter que me engolir!’’ A frase de Zagallo, que nasceu na Copa da França, e que pouca gente engoliu, foi repetida na semana passada e nesta à exaustão pelo velho Lobo. Zagallo, de quem não sou admirador como técnico, tem que ter suas vitórias reconhecidas. Afinal, foi campeão mundial duas vezes dentro do campo e duas fora do campo naquelas – exceto em 94 – que foram as melhores seleções nacionais de todos os tempos, e tem sei lá quantos títulos cariocas como jogador e técnico.
No mesmo período que Zagallo repetia o bordão, no Paraná, depois de desclassificado pelo Corinthians em plena Arena da Baixada, o técnico do Atlético, o inexperiente Flávio Lopes não falou, mas teve vontade de repetir a velha frase do velho Lobo.
Só que há uma grande diferença entre os dois. Enquanto Zagallo tem 70 anos, Flávio tem a metade da idade. Quanto aos títulos e experiência, o atleticano não fica nem pela metade. Acredito que, do jeito que as coisas foram nos seis últimos e decisivos jogos – dois com o Malutrom, dois com o Corinthians e dois com o Paraná, e o rubro-negro venceu apenas um –, nem torcida, nem diretoria do Atlético engolirão Lopes mesmo que ele venha a ser campeão do Paranaense.
A situação está tão feia que até os próprios jogadores do Atlético, que tiveram suas atuações pioradas nas últimas partidas, estão fazendo críticas abertas ao esquema de Flávio Lopes – ou a falta dele.
UM E OUTRO LUXEMBURGO
Outro que é polêmico, que mete os pés pelas mãos em sua vida particular, que é um brega metido a culto e chique, um ‘‘mala-sem-alça’’ no trato com a imprensa, mas que tem que ter sua competência dentro de campo analisada com respeito, é Wanderley Luxemburgo. Este poderia gritar para os amantes do futebol o mesmo brado de Zagallo.
Tem técnicos que possuem um respeito, conquistado com o trabalho e eles são pouco hoje no Brasil. Como diz o colega Ed Carlos Rocha, aqui da redação, é diferente quando o jogador olha para o banco de reservas e vê um Felipão, um Zagallo, um Luxemburgo, ou olha para o banco e vê um Flávio Lopes, um Ivo Wortmann, um Bonamigo. Mas é bem verdade também que a visão de fora para dentro do campo se modifica quando em vez de um Ricardinho, um Edilson, um Petkovic, um Geovani, os nosso técnicos vêem o que vêem – e não vou citar nomes para poupar os jogadores que já sofrem com sua falta de técnica e vontade.
OS PROGNÓSTICOS
Fiz prognósticos para as decisões no Paraná, São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul. Errei no Rio, acertei em São Paulo (também, esta estava fácil) e espero ainda os outros dois – com grande vontade, confesso, de refazer as apostas.
GUGA EM ROLAND GARROS
Vale a pena ver Guga em Roland Garros. Parece que ele se solta neste torneio especial que o jogou para os braços do sucesso, há cinco anos. Ele busca o tricampeonato. Não é tarefa fácil, mas torço como nunca para que ele consiga e confirme ser o melhor atleta brasileiro da atualidade.

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