TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de maio de 2001
Luiz Claudio Oliveira 
Olá, amigos do esporte. Os campeões dos estaduais do Paraná, São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul vão ser, respectivamente, Atlético, Corinthians, Vasco e Juventude. Voto nesta opção e explico:
NO PARANÁ
Dá Atlético! O Rubro-negro é o melhor time em atividade no Paraná. Tem os jogadores mais técnicos, o ataque mais eficiente, o melhor goleiro, o melhor artilheiro e o melhor meio-de-campo. O principal defeito não é a defesa, como se pode pensar, mas a falta de garra, de empenho, de determinação. Esta distância dos jogadores com o lado emocional de uma partida, pode, muitas vezes, ser confundido com salto alto. Para um time conseguir ser campeão sem jogar com determinação, é necessário ser muito superior tecnicamente que o adversário e mesmo assim, corre riscos. É justamente nesta disputa do coração que o Paraná Clube tem chances de derrubar o favoritismo do Atlético pois, afinal, não é tão inferior ao Rubro-negro e a determinação em uma final pode equilibrar as coisas.
EM SÃO PAULO
Dá Corinthians! Tudo indica que o Timão vai conseguir um título histórico, em que sairá das últimas colocações para disputar a final em uma recuperação quase sem precedentes. Os curitibanos Ricardinho, pelo Corinthians, e Lori Sandri, técnico do Botafogo, estarão representando o futebol do Paraná em São Paulo.
NO RIO
Dá Vasco! Apesar do Eurico Miranda, o Vasco é um dos dois melhores times do Brasil hoje. O outro é o Cruzeiro. Está em grande fase na Libertadores da América e tem um desfile de astros em campo como Romário, Juninho Paulista, Viola, Euller, Elton, entre outros. Mas não pode menosprezar um time que tem Gamarra, Pet e Edilson, além da estrela vencedora do polêmico técnico Zagallo.
NO RIO GRANDE DO SUL
Dá Juventude! Se o Juventude vencer em Caxias, estará com o troféu na mão. Os jogos decisivos pelo Rio Grande costumam ser amarrados, cheios de faltas, travados. Quem marca um gol costuma vencer, sem o risco de virada no placar. O Juventude vem jogando neste estilo e ganhando da dupla Gre-Nal. Deve repetir o feito na final.
AO MESTRE DIDI
A bola desprendeu-se do pé de Didi, subiu e foi descaindo feito folha no outono, de encontro às redes. Estava inventada a folha-seca, que tanto bem fez ao futebol brasileiro. Mestre Didi nos deixou sem que tivesse tido a oportunidade de ter dirigido a Seleção Brasileira de Futebol. Pela mesma seleção, ele foi bicampeão (58 e 62) e comandante do time no meio-de-campo. Depois, em 1970, foi técnico do Peru e só não foi campeão mundial porque cruzou com o Brasil em um jogo difícil.
CARTOLA-GANDULA
Por dois jogos consecutivos, a diretoria do Coritiba ordenou aos gandulas atrasarem a partida e perturbarem o adversário. No primeiro jogo, pela Copa do Brasil, deu certo contra o Goiás. No segundo, no Paranaense, deu errado contra o Paraná. Independente do resultado da operação, o clube deveria ter sido punido. Perda de mando de campo é o preço a pagar quando o cartola se mete a gandula.
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