TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de maio de 2001
Luiz Claudio Oliveira 
Olá, amigos do esporte. Como muitos de vocês já sabem, por razões operacionais, não posso esperar o resultado dos jogos noturnos de quarta-feira para escrever sobre eles. Fica de fora então a partida do Coritiba com o Goiás, pela Copa do Brasil. Então decidi falar um pouco sobre coisas simples, que poderiam ser a salvação de nosso futebol, mas que esses cartolas incompetentes insistem em não observar.
Se você tem algum amigo ou conhecido europeu, que goste de futebol, tente explicar-lhe as fórmulas de campeonatos brasileiros. Vai ser divertido, você vai ver. Pode começar tentando explicar a fórmula do campeonato paranaense. Tente começar dizendo que por aqui, o Atlético, primeiro lugar com 45 pontos, 12 a mais que o segundo colocado depois de terminados turno e returno, pode não ser o campeão paranaense.
Na Europa, constuma-se privilegiar o clube que tem melhor campanha durante toda uma temporada. No Brasil, privilegia-se o clube que tem melhor desempenho no fim da temporada. Portanto, pouco interessa o começo e o meio quando se sabe que se pode chegar ao campeonato com um desempenho apenas razoável durante 90% da competição, desde que se tenha muita sorte e determinação nos restantes 10%.
Isso é problema de organização e, no fundo, uma das razões para a falta de estrutura de nosso futebol. Lá pela Europa, quando uma temporada começa, os clubes vendem carnês com ingressos para todos os jogos. Esses carnês são vendidos com bons descontos e os torcedores correm comprá-los pois sabem que se deixarem para depois podem ficar de fora dos jogos, ou pagar preços bem mais altos.
Aqui, o torcedor pensa, com toda razão, que não tem sentido comprar carnê para todos os jogos se só valem os finais. Então, todos aguardam para ver se o time chega ou não à final. É por isso que a média de público na Europa ultrapassa os 20 mil ou 30 mil torcedores por partida, enquanto aqui no Brasil a média de público cai ano a ano.
E o que precisa para mudar? Bom senso, apenas isso, mas este é um material em falta na cabeça dos dirigentes de futebol do Brasil. Estou aguardando, ansioso, para saber a fórmula do campeonato brasileiro deste ano. Deve ser mais uma piada - de mau gosto!
OSCAR, FLAMENGO E A BRIGA
Olha, foi muito triste ver a confusão no final do jogo entre o Londrina e o Flamengo. Por mais que tente se explicar, não tem razão nenhuma o dirigente que rola com um jogador do time adversário no meio da quadra. Coisa de selvagem que merece punição.
DIDI E A FOLHA SECA
Didi é um daqueles mitos do futebol brasileiro. Jogador de elegância principesca e precisão científica no toque de bola. Pois mestre Didi foi hospitalizado por estes dias e a torcida é para que se recupere logo. Uma das receitas do médico deveria ser a proibição dele ver os jogos da atual seleção de Leão.
NOVO ADVERSÁRIO DA SELEÇÃO
Segundo se comenta no Pacífico Sul, a seleção da Samoa Americana, aquela mesmo que perdeu de 31 a 0 para a Austrália, está animada e já mandou fax para a CBF desafiando a seleção do Leão para uma partida amistosa. Leão, consultado, disse que seria muito arriscado para a imagem da seleção. Já imaginou se perdesse?


