Olá, amigos do esporte. Hoje, deve estar todo mundo comentando o desempenho da seleção do Leão diante do Peru. Por razões operacionais, não pude esperar o resultado do jogo para escrever sobre ele. Mas para o Paraná, pelo menos no papel, a convocação foi boa. Eram quatro jogadores nascidos aqui, presentes na lista de Leão, depois Beletti se machucou e foi cortado, mas permaneceram Rogério Ceni, Leomar e Ricardinho, além do lateral Alessandro, carioca, mas que joga no Atlético. Todos titulares.
O ruim de escrever por antecendência é que na partida eles podem não ter ido bem, mas se jogaram o que sabem, devem ter tido bom rendimento. No entanto, a sensação atual do futebol paranaense não está na seleção. Trata-se de Kléber, o artilheiro das chuteiras prateadas, goleador do Brasil.
Quando ele chegou a Curitiba, vi os primeiros jogos e admirei sua técnica e velocidade. Comentei isso com o Albari Rosa, craque do time aqui da redação e fotógrafo de visão privilegiada para o esporte. Ele concordou e achamos os dois que não demoraria para Kléber brilhar no futebol do Paraná. Mas vieram as partidas e o futebol de Kléber foi minguando, ele parecia preguiçoso, desinteressado e perdia mais gols do que fazia. Caiu tanto que amargou a reserva em algumas partidas no ano passado.
Século novo, artilheiro renovado. Com suas chuteiras prateadas a voar pelos campos e a empurrar a bola para a rede, Kléber é o maior artilheiro do País nesta temporada. Nenhum outro jogador fez tantos gols quanto ele no Brasil. Foram 30 até agora, 22 só no Campeonato Paranaense.
O maior goleador do Atlético de todos os tempos dentro do campeonato paranaense foi Sicupira, com 29 gols, em 1972. Será que esse recorde será batido? O maior artilheiro do Paranaense é Gabardino, do Palestra, que em 1931 fez nada menos do que 34 gols. Número que nem Kléber nem ninguém deverá quebrar tão cedo.
Apesar de ter marcado mais gols que times inteiros, por incrível que pareça, a torcida do Atlético ainda desconfia do futebol de Kléber. Tem gente que fica pensando no passado, nos tempos em que o artilheiro estava realmente mal, e esquece de aproveitar o presente. E no presente, não há artilheiro como Kléber no Brasil.
CAJU, A MAJESTADE DO ARCO
Nunca o vi jogar, mas para mim ele foi, sem dúvida, o melhor goleiro que o Paraná já teve. Alfredo Gottardi, o Caju, jogou quando eu ainda nem tinha nascido – não que eu seja tão jovem assim, estou quase na fila da vacina contra a gripe e entrando em ônibus sem pagar – mas garanto que ele foi o nosso melhor goleiro. Para chegar a esta conclusão, me valho de opinões de pessoas que o viram jogar e excluo desse roll todos os atleticanos, para não ter dúvidas da isenção das opiniões. Destaco duas pessoas que garantem a superioridade de Caju sobre outros goleiros paranaenses: o nosso Luiz Geraldo Mazza e o jornalista e escritor Nireu Teixeira, ambos coxas-brancas. Eles apontam a excepcional qualidade técnica e o senso de colocação de Caju, até hoje insuperáveis em nossos campos. Não era à toa que Caju foi chamado de ‘‘A Majestade do Arco’’. Adeus, alteza, que agora vai bater uma bola nos campos do senhor.
[email protected]

mockup