Olá, gente do esporte. Começo aqui uma conversa com vocês que acontecerá toda quinta-feira. Como não pude esperar os resultados dos jogos desta quarta-feira – e foram tantos –, vou começar fazendo um comentário dos principais destaques da semana.
Na academia de tênis onde costumo bater uma bolinha, tem uma foto do Guga, ainda em começo de carreira, trajando uma camisa da torcida Os Fanáticos, do Atlético Paranaense. Isso não quer dizer que ele seja atleticano pois a gente sabe como essas fotos são montadas, mas o retrato na parede me permite uma ligação entre o nosso principal atleta da atualidade e o nosso melhor time paranaense da atualidade.
Graças a Guga, o Brasil nunca havia estado em tão boas condições para passar a uma semifinal da Davis quanto esteve há poucos dias em Florianópolis. Graças a ele, as partidas de tênis nunca foram tão assistidas e nunca houve tanta gente aprendendo e jogando tênis no Brasil. Tanto que a imprensa toda botou na cabeça dos apreciadores de esporte que a equipe brasileira estava praticamente classificada e que iria ‘‘passar por cima’’ da Austrália. Ufanismo bôbo pois não se pode subestimar, mesmo tendo Guga do nosso lado, o poderio de uma equipe que tem Patrick Rafter e Lleyton Hewitt empunhando as raquetes do outro lado da rede. Era preciso ter um pouco mais de respeito pelo adversário.
É justamente no quesito ‘‘respeito ao adversário’’ que o Atlético Paranaense também pecou no Atletiba. Sabendo que tem um time superior e mandando no jogo durante todo o primeiro tempo, o Atlético – erro do técnico? – voltou para o segundo tempo de salto alto. Pensou que só a superioridade técnica e o apoio da torcida bastariam para vencer o clássico. Perdeu. Chuteira de salto alto sempre enterrra o time.
Nos dois casos, no tênis e no Atletiba, fica a lição da semana. Em esporte, ninguém vence na véspera e é preciso sempre respeitar o adversário.











CBF

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