TOQUE DE PRIMEIRA - Um campeonato que é a cara do Brasil
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quarta-feira, 01 de agosto de 2001
Luiz Claudio Oliveira 
Luiz Claudio Oliveira
Olá, amigos do esporte! E começou o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001. Daqui até dezembro, 28 times tentarão ser o melhor do Brasil. São cinco meses em que nós, os torcedores-consumidores, continuaremos sendo enganados. Afinal, pela atual fórmula da competição, não é garantido que o melhor time seja realmente o campeão.
Como não posso esperar os resultados dos jogos, não vou comentá-los aqui. Por isso, uso o espaço para reflexão sobre este campeonato que, dizem os cartolas, é o maior do mundo e talvez também o mais desorganizado. O time de melhor campanha dificilmente será o campeão com esse regulamento e calendário.
Enquanto o calendário apertou tudo em cinco meses, fazendo com que o maior campeonato seja também o mais curto, o regulamento teve que improvisar para garantir que o Brasileirão termine mesmo neste ano. Por isso, a primeira fase terá um turno só. Isso prejudica muito o critério técnico-esportivo da competição. Os times deveriam se enfrentar duas vezes, uma em cada campo, uma em cada cidade. Isso daria mais equilíbrio e poderia, em pontos corridos, estabelecer qual o time de melhor campanha. Em vez disso, um turno classificatório para tirar oito equipes que disputarão as quartas-de-final em apenas uma partida. Na semifinal, outra vez, apenas uma partida. Um time que jogar 27 partidas bem, pode ser desclassificado na semifinal por estar em uma má tarde. Pode vencer todas as partidas e ser desclassificado por causa de apenas uma.
Enfim, este é o campeonato que temos dentro do calendário que restou. O futebol brasileiro parece mesmo o retrato do Brasil. Tem tudo para ser bom, crescer e se desenvolver, mas sempre fica para depois, para o futuro. E o futuro nunca chega.
RETRANQUEIROS
Ainda nem começou o campeonato para o time e os atleticanos já estão desconfiados do técnico Mário Sérgio. Tudo porque ele andou dizendo, como constatamos nesta Folha, que Adriano e Souza não podem jogar juntos. E que o Atlético deve jogar com três zagueiros e dois volantes porque é preciso, primeiro, defender. Mário Sérgio é da turma do Felipão.
ARRUDA NA ORELHA
Falando em Felipão, a nova convocação da seleção mostra que a teoria, na prática, é outra. O técnico tinha afirmado que trabalharia com um grupo reduzido até a Copa do Mundo. Já convocou quase 40 jogadores. E se a selecinha não vencer o Paraguai, pode ser que Felipão não convoque mais ninguém.
PÉ-DE-COELHO
Atleticanos e coxas-brancas estão em uma outra disputa que envolve a seleção brasileira. Os dois competem para ver quem dará mais sorte ao time de Felipão. Se o Atlético, porque a seleção vai ficar uma semana treinando no CT do Caju e fará um amistoso na Arena da Baixada. Ou se o Coritiba, porque a seleção joga contra o Chile no Couto Pereira, em setembro. Do jeito que está, haja pé-de-coelho.
O MAR É ROSA
O surfista paranaense Peterson Rosa, esteve pela cidade de Curitiba por estes dias. É o único tricampeão brasileiro. É o brasileiro melhor colocado no circuito profissional mundial de surfe. E aprendeu tudo em Matinhos. O surfe paranaense está cada vez melhor, graças ao competente trabalho da Federação Paranaense, que poderia servir de exemplo para outras federações esportivas do Estado. Parabéns ao presidente Juca Barros.
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