Olá, amigos do Esporte! O maior clássico de nosso Estado, o Atletiba, tem uma interessante tradição. Quase sempre o time que está em crise consegue a reabilitação neste jogo especial. Mas, agora, quando os dois times estão em queda livre, em uma curva descendente, não há favorito nem pela melhor qualidade técnica de um sobre outro, nem pela via da tradição, de reabilitação da crise. Dá empate? Somados à campanha do Paraná Clube, chega-se à conclusão que o ''risco futebol'' do Paraná está muito alto. Os investidores estão retirando suas apostas nos times do Estado que podem chegar à classificação.
A situação de Atlético e Coritiba é bem marcante nesta etapa da competição. Estão no meio do caminho entre o céu e o inferno. Quem vencer pode dar uma arrancada rumo à classificação. Quem perder começa a ficar preocupado com o rebaixamento. O empate não muda muito, mas é pior para o Atlético. O Coxa ainda está em uma situação melhor, com três pontos à frente e duas vitórias a mais que o Atlético, além de um jogo a menos que o adversário. O rubro-negro, se perder fica bem mais perto da zona de rebaixamento do que da desclassificação.
Depois de muito tempo, o Atlético volta a sentir o peso de um Atletiba. Há pelo menos dois anos que o rubro-negro via este como um jogo qualquer pois quase sempre participava do clássico com uma boa folga na tabela, enquanto o Coritiba tinha o peso da obrigação da vitória. Agora, a situação é quase invertida e os atleticanos não podem se dar ao luxo de ter um resultado negativo. Ainda mais na Arena da Baixada.
Aliás, o Atlético já está sendo chamado de ''time delivery'', porque entrega tudo em casa. Neste Brasileirão, já perdeu quatro partidas no atualmente gelado Caldeirão da Baixada.
Fim do Paraná Clube? Os diretores do tricolor nunca foram de aparecer muito. Mas agora, nesta fase crítica, eles sumiram de vez. Parece mesmo que para estes tanto faz se o time ficará na primeira ou se cairá para a segunda divisão. Enquanto isso, dentro do clube está cada vez mais forte a posição de uma ala de conselheiros que prega simplesmente o fim do futebol profissional no Paraná Clube, que ficaria sendo apenas um clube social.
Folha seca Com a criatividade e a surpresa de um chute de Didi, o preparador físico Luiz Carlos Neves está abrindo em Curitiba o bar Folha Seca. O nome é uma homenagem ao mestre do futebol e também a Nelson Cavaquinho, mestre da música (''quando piso em folhas secas/ caídas de uma mangueira...''). Futebol e música sempre foram os motivadores de Carlinhos Neves, momentaneamente de folga da bola enquanto concretiza este empreendimento em parceria com o sobrinho André. O endereço do Folha Seca em Curitiba é Rua Petit Carneiro, 394, esquina com Max Wolf Filho, perto da Arena da Baixada. O local também terá exposições e a primeira é a de Sérgio Sade, um dos melhores fotógrafos de futebol do País e grande atleticano. Sucesso a eles todos.

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