Olá, amigos do Esporte! Todo mundo feliz, não é mesmo? A seleção brasileira está na terceira final consecutiva de uma Copa do Mundo. E nunca foi tão fácil. O Brasil só perde esta Copa se for para ele mesmo. Mas este otimismo todo que eu estou passando não costuma ser explicitado e, espero, não chegue aos jogadores da seleção. Isso é aqui com a gente, torcedores. Os jogadores e comissão técnica têm que pensar que a Alemanha é time poderoso e entrar com garra e luta, como foi contra a Inglaterra, até aqui o melhor jogo da nossa seleção, e também como foi ontem, contra a fraca seleção da Turquia. Claro que a Turquia é uma seleção fraca. Se correria ganhasse jogo o time do atletismo seria campeão todo ano.
Ontem, a seleção do Felipão poderia ter goleado, se acertasse a metade dos gols feitos que perdeu. Foi uma longa lista de desperdício de boas chances, com Rivaldo, Kléberson, Ronaldo, Luizão, Roberto Carlos, Edilson e até Cafu. Só aí foram sete ótimas chances. Enquanto a Turquia teve duas.
Os números – Já que estamos falando em números, aí vão outros. Desde a final da Copa de 1970 que a seleção brasileira não consegue marcar gols em uma final da Copa do Mundo. Aquela roladinha de bola do Pelé para a bomba do capitão Carlos Alberto, contra a Itália, foi o último.
A Alemanha tomou apenas um gol nesta Copa, enquanto o Brasil já tomou quatro. Os brasileiros marcaram 16 vezes e os alemães, que iniciaram a Copa com uma goleada de 8 a 0 sobre a Arábia Saudita, fizeram 14 gols. As duas seleções nunca se enfrentaram nestes 72 anos de disputa de 16 Copas do Mundo. O Brasil é tetracampeão e os alemães são tricampeões.
De Uraí para o mundo – O garoto Kléberson, que foi o termômetro e muitas vezes o maestro do Atlético na conquista do título brasileiro, está sendo o ponto de equilíbrio da seleção brasileira. Antes dele entrar, era aquela preocupação com a zaga, a falta de marcação no meio-de-campo e a demora na distribuição da bola. Ele entrou, participou dos dois lances de gol do Brasil contra a Inglaterra, fechou o meio-de-campo e distribuiu a bola com mais rapidez. Ontem, contra a Turquia, chegou ao ataque e quase fez o gol. Junto com Gilberto Silva, faz uma dupla perfeita no meio-de-campo. Mas, parece estar meio fora de forma física, o que pôde ser notado pela substituição de ontem, com cãibras. E os alemães ainda correm mais que os turcos, mas como falei ali em cima, correria não ganha jogo.
Nós, os comentaristas – É mesmo fácil ser comentarista. Ontem, durante o jogo, os comentaristas da Globo diziam que Ronaldo deveria sair para a entrada de Luizão. Ronaldo ficou e marcou o gol. Luizão entrou e não fez nada. Depois do jogo, os mesmos comentaristas afirmavam que não era jogo para o Luizão.
Piada – Esta corre pela internet e é uma injustiça com a bela cidade de Buenos Aires e o povo argentino, hoje tão sofrido. Jogadores franceses e argentinos encontram-se no aeroporto, despedindo-se da Copa. Um argentino provoca: ‘‘Estamos voltando, mas nós marcamos um gol, enquanto vocês não fizeram nenhum’’. O francês responde: ‘‘Mas nós, pelo menos, estamos voltando para Paris’’.

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