TOQUE DE PRIMEIRA - As 12 datas que atrapalham o Brasil
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de agosto de 2002
Luiz Claudio Oliveira <br>[email protected] 
Olá, amigos do Esporte! No momento em que escrevo, representantes da CBF, Clube dos 13 e da Rede Globo estão negociando o calendário do ano que vem. Quase 80% dele são aceitos sem discussão. O que está ''pegando'' na discussão são as diferentes opiniões sobre 12 datas do início da temporada. Enquanto a Rede Globo e a CBF reservaram estas datas para os campeonatos estaduais, os clubes pertencentes à Liga Sul-Minas, ao Rio-São Paulo, à Copa Norte e outras preferem a manutenção dos torneios regionais no lugar dos estaduais.
Por conta desta desavença, a CBF adiou o anúncio oficial do calendário. Os clubes considerados pequenos estão vibrando com a possível volta dos estaduais, mesmo que em apenas 12 datas, pois esta é a única chance que eles têm de jogar com os clubes considerados grandes. Estes, os grandes, por sua vez, reclamam que os estaduais só trazem prejuízos, pois não atraem público nem patrocinadores. Sem contar que na Sul-Minas, por exemplo, já aconteceu um torneio seletivo que escolheu dois times para participarem do torneio de 2003.
O que deveria se estar discutindo, não são estas 12 datas. Isso é o de menos. O que precisa acontecer é se estabelecer um calendário racional para primeira, segunda e terceira divisões do Campeonato Brasileiro. O campeonato estadual deve ser classificatório para a terceira divisão, mas isto não interessaria os que já estão nela, ou na segundona ou na primeirona. Portanto, é preciso racionalizar também os torneios estaduais (ou os regionais) que deveriam ser mais longos e disputados por todos os times que ainda não estejam em uma das categorias do Brasileirão. O prêmio é justamente poder subir para uma divisão nacional. Aquelas 12 datas podem simplesmente desaparecer, ampliando-se o atual calendário ou inventando um torneio qualquer entre os campeões das três divisões e os campeões estaduais (ou regionais), uma forma de misturar todos em uma mesma disputa.
Bolinha amarela Continuam brilhando nossas jovens estrelas do tênis. A cascavelense Bruna Colósio despontou nesta semana como a tenista que teve a segunda ascensão mais rápida entre todas as tenistas profissionais do mundo. Ela conquistou 19 pontos em três torneios e já é a oitava melhor brasileira no ranking. Agora, está no Chile e deve disputar o qualifying do Brasil Open, na Costa do Sauípe.
Teliana Pereira, nossa mascote de apenas 14 anos, conquistou o Grand Slam TIM de tênis na categoria profissional, vencendo a catarinense Iza Ferreira, três anos mais velha. Teliana, por seu desempenho, só disputa agora a categoria 18 anos ou o profissional, para ir já se acostumando com disputas mais difíceis, já que entre os 14 e os 16 anos, ninguém é páreo para ela.
Gabriela Ziliotto, de 17 anos, de Curitiba, foi vice-campeã do torneio de Assunção, no Paraguai, sendo derrotada apenas para a também brasileira Maria Fernanda Alves, que foi campeã sem perder nenhum set. Agora, Gabriela disputa o aberto de Santiago, no Chile, e depois tenta o classificatório para o Brasil Open, na Costa do Sauípe, Bahia, o mais importante torneio do Brasil. Parabéns, meninas!


