Videogame. Uma das maravilhas do mundo moderno. Qual fã de futebol não se derrete todo quando está em frente a um aparelhinho desses. Impossível controlar a vontade de pegar o controle e começar a jogar o mais amado dos jogos, o futebol, cada vez mais próximo da realidade.
Com a combinação da bolinha com o x, do quadrado mais um giro no botão de direção, apertos seguidos do L1, do L2, e outros tantos comandos do controle, o adulto vira criança, o pereba vira craque.
Todo mundo tem seu time preferido. Uns, mais fanáticos, jogam com o clube do coração. Outros escolhem o que se encaixa melhor com seu estilo de jogo, outros com o time que tem mais físico, ou mais técnica.
Amigos passam horas e horas sem desgrudar os olhos na tevê. Chega a fazer calos nos dedos. O futebol do videogame é apaixonante tanto quanto o de verdade.
Para alguns, é até mais interessante do que o dos gramados reais. No videogame, as jogadas são mais plásticas, geniais, os craques são mais habilidosos, os gols são mais bonitos.
Mas já está no mercado um time que copiou o estilo de jogo do videogame. Atende pelo nome de Barcelona. Já ouviu falar? Sábado faturou uma tal de Liga dos Campeões da Europa. Venceu um tal de Manchester United, na Inglaterra, por 3 a 1.
Ver o time catalão em ação é como assistir à um jogo de videogame. A cada jogada um beliscão para ver se é real. O Barcelona faz o inimaginável virar fácil, faz um Mourinho passar vergonha, faz um gigante como o Manchester ser só mais um.
Tudo bem. O Barcelona tem o Messi, mas tem também Iniesta, Villa, Xavi, Daniel Alves... Se jogarem com vendas nos olhos saberão onde o companheiro está. Trocam passes de forma rápida, inteligente, envolvente, avassaladora.
Não há estrelismos, não há ciúmes, não há vaidades. A maioria cresceu junto, desde as categorias de base. Por isso, talvez, tanto entrosamento dentro e fora de campo. O Barcelona de Guardiola é uma das mais belas obras de arte que o futebol já esculpiu. Uma relíquia que ficará para sempre na galeria de imortais do futebol. O time dos sonhos da modernidade existe e eu e você vimos jogar. Quanta honra.
Agora, até agosto, o jeito é jogar videogame para matar a saudade, até o espetáculo recomeçar.

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