O presidente do Toledo, Irno Piccinin, não engoliu a retirada de seu time do Campeonato Paranaense por determinação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e não deixará barato. Piccinin prometeu buscar o que qualificou como ''seus direitos'' em todas as instâncias possíveis, inclusive a Justiça Comum. ''Vamos entrar com um recurso no STJD e, se não der em nada, vamos brigar na Justiça Comum. Vamos até o final, custe o que custar. Se tivermos que parar o campeonato, vamos parar'', adiantou o dirigente.
Na quarta-feira, o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, ordenou, por meio de uma liminar, a inclusão do Engenheiro Beltrão na Série Ouro e o rebaixamento do Toledo para a Divisão de Acesso. A decisão definitiva será conhecida em julgamento do Pleno, que não tem data para acontecer. Se recorrer mesmo à Justiça Comum, o Toledo pode ser punido pela Fifa, que reprova a medida.
O Toledo brigava pela permanência na Primeira Divisão desde que foi rebaixado no Paranaense. Os toledanos acusavam o União Bandeirante de ter utilizado irregularmente dez jogadores no Estadual deste ano. No Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), o Toledo havia vencido a causa e passado a vaga na Segundona para o time de Bandeirantes. Mas o União recorreu ao STJD e venceu.
A entidade máxima da Justiça Desportiva não acolheu na época o embargo declaratório e manteve a vitória a favor do União. O Toledo, no entanto, se sustentava numa liminar concedida pelo TJD-PR, em que o presidente José Roberto Hagebock garante que o União Bandeirante não era mais objeto de julgamento por ter sido extinto.
Piccinin mantém a tese de que o União foi rebaixado no tapetão e por isso seu clube tem o direito de permanecer na elite. ''Nossa briga é com o União que foi rebaixado em 2006. Não podem cair três times'', disse. No entanto, para o STJD, o União não foi rebaixado e deixou o Paranaense por ter sido desativado, caracterizando desistência. Desta forma, o substituto deve ser escolhido através de critério técnico, qualificando o Engenheiro Beltrão.
Na indignação do presidente toledano, ficou claro que o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, não intimida tanto os cartolas paranaenses como tempos atrás. Em caso de nova derrota nos tribunais, Piccinin já avisou que cobrará da entidade e do TJD-PR o prejuízo financeiro.
Segundo o dirigente, Moura teria dado o aval para que ele investisse na formação da equipe para o Estadual. ''Ele disse que estava tudo tranquilo'', contou. ''Estou com a equipe montada. Tenho 30 jogadores registrados, já gastei um monte, tenho contratos de publicidade assinados. Alguém vai pagar essa conta'', esbravejou, dando indícios de que a novela está bem longe de acabar.

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