Toledo e Galo Maringá já deixaram a comemoração pelo acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense de lado e começam a planejar 2006. Enquanto um mantém os pés no chão e tem como grande objetivo a conlusão de um grande Centro de Treinamentos (CT), o outro já sonha com a Série B do Brasileiro.
Os dois clubes são bem semelhantes. Ambos são clube empresas e ainda engatinham no futebol. O Toledo Colônia Work foi fundado em fevereiro de 2004. Já a Sociedade União Esportiva Maringá (Suem), o Galo, um ano depois. Mesmo assim, mostraram que com organização, planejamento e boa administração é possível alcançar rápido o objetivo, passando por cima da tradição, que já não ganha mais jogo.
''O sucesso foi imediato e isso aconteceu por causa do planejamento e da boa administração'', ressaltou o diretor de futebol do Galo, Aristides Mossambani, que pela segunda vez comemora o acesso. Em 2001, ele era presidente do extinto Grêmio Maringá, campeão da Segundona.
O gasto mensal de R$ 100 mil deve dobrar em 2006. A direção já começa a sonhar alto. ''Queremos chegar à Série C (do Brasileiro) e à Copa do Brasil. Pretendemos fazer uma boa Série C e já subir o ano que vem para a B'', projetou Mossambani.
A comissão téncica, encabeçada por Ivair Cenci será mantida. ''Bandeirantes, Londrina, Apucarana, Rolândia, Cianorte, Paranavaí e Campo Mourão tinham times na (Série) Ouro, só Maringá que não. Agora, vamos voltar com a rivalidade no Clássico do Café'', desafiou.
Enquanto o sonho ainda está distante, a cidade comemora a realidade. ''Teve carro de bombeiro e muito churrasco. A ansiedade era muito grande e agora veio o alívio junto com a alegria'', comemorou o jornalista Cláudio Viola.
Em Toledo, a festa é ainda maior. ''É a primeira vez que um time da cidade sobe no campo'', comemorou Irno Piccinini, irmão do presidente Irineu e diretor do clube.
Ele conta que o projeto de profissionalização era para 2006 apenas. ''Mas recebi um convite da Federação (Paranaense de Futebol) e em 15 dias montamos o time'', contou.
A equipe não fez uma boa primeira fase, o que levou a direção a dispensar oito jogadores e contratar 13. A folha saltou de R$ 15 mil para R$ 35 mil mensais. ''A gente sabia que não ia chegar com aquele time'', revelou.
Ele apostou no técnico Agenor Piccinin, que subiu o Cianorte em 2003, de quem é amigo e vai mantê-lo. O projeto principal é concluir o CT, com 90 mil metros quadrados, quatro campos e alojamento para 300 atletas.
Irno conta que o principal desafio foi superar o descrédito da cidade com o futebol. No ano passado, o antigo Império Toledo e hoje Império do Futebol após conquistar o acesso deixou a cidade rumo a Curitiba, deixando dívidas para trás. ''Sofremos para recuperar a credibilidade'', contou. Além da Colônia (cervejaria) e da Work (empresa de terceirização), o time conta com o apoio de outras empresas de peso, como Sicred, Umbro e Monsanto.

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