Menos badalado, o Toledo, sem fazer alarde, caminha para se tornar o clube mais bem estruturado do interior paranaense. O Toledo Colônia Work, fundado em 2004, é 50% da Cervejaria Colônia e 50% das Organizações Work, uma empresa de terceirização de mão-de-obra. A administração fica a cargo dos irmãos Irno e Irineu Piccinin, proprietários da Work.
  O clube adquiriu uma área de 60,5 mil metros quadrados onde está construindo seu CT. A primeira fase da obra deve ser entregue em fevereiro. São quatro campos oficias e outros dois menores, com sistema de drenagem e irrigação subterrânea. A grama Tifton 479 foi importada do Canadá.
  Depois de concluído, o local terá além dos seis campos, alojamento para 160 pessoas, salas médicas, academia, restaurante, lavanderia, arquibancada com capacidade para 4 mil pessoas, vestiários, piscina, campo de areia, salas de aula e trilhas na mata, num investimento previsto de R$ 1,2 milhão, tudo pago pelo dois sócios. No futuro, o clube ainda pretende construir um ginásio de esportes.
  O projeto é ambicioso. Os irmãos querem fazer do local uma referência no Paraná e receber grandes clubes para pré-temporada, além de transformar o local numa fábrica de talentos. ‘‘Esse é o caminho, estrutura para ter uma boa base. Você gera vendas e com a receita sobrevive. O CT é o único lugar para você acompanhar o atleta e diminuir os custos’’, projetou o empolgado Irineu.
  Segundo os dirigentes, são gastos R$ 50 mil mensais somente no futebol de base e as despesas do clube ultrapassam os R$ 100 mil. Além das duas empresas que dão nome ao time, outros 100 colaboradores ajudam a manter o caixa sempre no azul.
  Visando diminuir os gastos, o clube montou sua própria confecção, que produz uniformes para as categorias de base e para uma torcida organizada, empregando cinco costureiras. ‘‘Duas camisetas que mandamos fazer fora equivalem a um jogo completo da garotada feito pelas nossas costureiras’’, disse Irineu, que cuida da parte administrativa do Toledo.
  São 85 garotos na base e todos recebem ajuda de custo. No profissional, são mais 30 atletas e outros 30 tabalhadores em diversas áreas. Todos pagos quinzenalmente. De acordo com Irno, o Toledo também paga o colégio para alguns dos garotos. ‘‘A única ajuda que recebemos do município é o empréstimo do Estádio (14 de Dezembro) e de outros dois campos para treinamento’’, contou Irno, ex-meia do Matsubara. (T.M.)

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