A diretoria do Toledo colocou em prática ontem sua decisão de proibir jogadores e integrantes da comissão técnica de concederem entrevista à uma emissora de rádio da cidade, a ‘‘Integração’’. É uma represália ao fato da rádio não ter aceito proposta de um ‘‘pacote publicitário’’ montado pelo clube, que quer vender diretamente às empresas da cidade anúncios em programas esportivos, pagando à emissora o valor fixo de R$ 2,8 mil.
Segundo o presidente do Toledo, Humberto Dalla Costa, esta foi a forma encontrada para garantir receita ao clube. Dalla Costa diz que o clube está apenas reivindicando ‘‘direito de arena’’ para transmissões. Batista Franco, da ‘‘Rádio Integração’’, disse ontem que uma repórter, Tatiana de Oliveira, foi ao estádio entrevistar jogadores, mas eles disseram que estavam proibidos de falar.
Batista Franco e Téo de Andrade, que dividem o comando da programação esportiva, informaram que procuraram o advogado Sérgio Canan para a formalização de instrumento jurídico contra o clube, ‘‘pelo impedimento à liberdade de Imprensa’’. O Toledo estréia no Paranaense domingo em Francisco Beltrão. A ‘‘Integração’’ deve transmitir, porque não há nenhuma restrição do clube beltronense. A prova de fogo ficará para quarta-feira, quando o Toledo jogará em casa, contra o Rio Branco.

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