Toledo assiste de camarote à definição do adversário
Athletico e Coritiba fazem a final do returno do Paranaense; campeão decide o Estadual com o Porco
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Athletico e Coritiba fazem a final do returno do Paranaense; campeão decide o Estadual com o Porco
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Desde fevereiro, quando se sagrou campeão do primeiro turno do Campeonato Paranaense, a Taça Barcímio Sicupira Júnior, o Toledo assiste de camarote à disputa para saber quem será seu adversário na final. Com no mínimo o segundo lugar do Estadual garantido, o time do Oeste assegurou vaga na Série D do Brasileirão e Copa do Brasil em 2020.
O técnico do Toledo, Agenor Piccinin, ressalta que a aposta do time foi se dedicar totalmente à disputa do primeiro turno. “Alcançamos mais do que esperávamos. Nossa intenção era não cair para a Divisão de Acesso e a campanha foi coroada com o título do primeiro turno e a conquista da vaga para a Copa do Brasil. Aconteceu tudo o que esperávamos e muito mais”, destaca.
A equipe aguarda o adversário da decisão, que sairá do duelo entre Athletico e Coritiba, às 21h30 desta quarta-feira (10), na Arena da Baixada. O jogo é a final do returno, a Taça Dirceu Krüger. “Fizemos uma preparação contínua. Tínhamos 14 dias de intervalo (o primeiro jogo da final será no domingo, 14) e agora intensificamos os treinamentos”, relata o treinador.
O Toledo está numa situação curiosa: ao mesmo tempo em que é finalista, foi um dos dois piores times do campeonato na classificação geral, com 12 pontos em 11 partidas – só não caiu por causa do regulamento. “Não fizemos um bom segundo turno porque não tínhamos dinheiro para contratações. Nós sempre procuramos deixar bem claro que o nosso time tem limitações. Depois da conquista do primeiro turno, é normal que a motivação dos jogadores tenha caído um pouco”, destaca o técnico.
Além disso, outro motivo apontado por Piccinin para o mau desempenho na Taça Dirceu Krüger foi a evolução dos adversários. “Nossa equipe sofreu com o desgaste e com as lesões por usar os mesmos jogadores do primeiro turno, por não ter um elenco grande”, observa. “Nosso pensamento é trabalhar no nosso limite de novo, com a mesma força física, atenção, leitura e dedicação que tivemos no primeiro turno.”
A missão não será fácil, já que o time está com atletas no departamento médico. “O (lateral) Adriano, que fez cirurgia, não voltou para o segundo turno. O (zagueiro) Fandinho e o (meia) Júlio também não conseguiram se recuperar. Mesmo sem reforços, vamos buscar nosso limite com aquilo que conquistamos”, garante Piccinin.
Ele elogia os dois adversários da capital, mas disse que se pudesse escolher uma equipe para enfrentar na final, seria o Coritiba. “Temos dificuldade de jogar no campo do Athletico, que possui um gramado sintético. Além disso, o Marcelinho e o Guilherme são emprestados do Athletico e não poderiam jogar em uma eventual final contra eles”, argumenta.
Para Piccinin, a chegada do Toledo à decisão tem um significado pessoal. “Já conquistei dois títulos estaduais pela Chapecoense e obtive 12 acessos, mas essa conquista é uma das principais da minha vida. Desde que voltei para trabalhar na minha cidade, profissionalmente, é diferente. Sou daqui, este é meu Estado”, disse, emocionado.


