Togolês baleado não consegue deixar a África
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Folhapress 
São Paulo - Enquanto todos os jogadores do mundo querem ir para a África do Sul, um não consegue sair do país, sede da Copa-10. Goleiro reserva da seleção togolesa, Kodjovi Obilalé, 25, recebeu alta do hospital em Johannesburgo, onde estava internado desde que foi baleado, quando sua seleção foi emboscada em Angola, mas não tem dinheiro para pagar o custo da viagem -65 mil (R$ 161 mil).
Obilalé foi uma das vítimas do ataque contra a delegação togolesa na Província de Cabinda, em janeiro, onde o país se preparava para disputar a Copa Africana de Nações.
Na ocasião, o ônibus que levava a equipe foi emboscado pelas Flec (Forças de Libertação do Estado de Cabinda). Três pessoas morreram, e o arqueiro togolês apresentava o pior quadro entre os sete feridos. Atingido por dois tiros, foi levado para o hospital sul-africano, onde foi operado. ''Como país organizador da competição, Angola prometeu arcar com as despesas, mas não pagou nada'', explicou Philippe le Mestre, presidente do Pontivy, clube da quarta divisão francesa que detém os direitos sobre Obilalé.


