Agência Estado
A Nigéria, que venceu a Bulgária ontem, poderia muito bem ser classificada como a mais ‘‘globalizada’’ das seleções deste Mundial. É composta inteiramente por desterrados. O time nigeriano é o único entre os 32 que disputam a Copa no qual todos os jogadores atuam em times do exterior. Não há nenhum jogador - entre os 22 escolhidos pelo técnico Bora Milutinovic - que atue em algum clube nigeriano. Eles estão por todo o canto.
O maior contingente está na Espanha. O goleiro Peter Rufai está no La Coru¤a. O atacante George Finidi joga pelo Betis, enquanto que o meia Adepoju defende o Real Sociedad. O reserva Ben Iroha está no Elche.
O número dois da Nigéria, Jero Shakpoke, joga pelo Regiana da Itália, enquanto que West e Kanu são companheiros de Ronaldinho e Zé Elias na Internazionale de Milão. São os três ‘‘italianos’’ da Nigéria. Em times franceses estão Ikpeba (Mônaco), Godwin Okpara (Strasbourg) e Oruma (Lens). Babangida e Oliseh jogam pelo Ajax, de Amsterdã. Também na Holanda está Lawal, que joga pelo Roda JC.
Três nigerianos ganham a vida na Turquia. Ockechukwu e Okocha defendem o time do Fenerbach. O experiente Amokachi, um dos destaques do time na Copa de 94, nos Estados Unidos, está no Besiktas. Na Suíça há mais dois: O goleiro reserva Baruwa joga no Sion e o atacante Yekini está no Zurich Futebol Clube. Há nigeriano nos Estados Unidos (Okafor joga pelo Kansas City Wizards), Inglaterra (Celestine está no Chelsea) e até na África do Sul, onde Okpara defende o Orlando Pirates.

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