Arquivo FolhaAtrás da vitóriaA Ferrari terá todo o apoio da torcida italiana hoje, em Ímola, mas sabe que o canadense Jacques Villeneuve ainda tem o favoritismo e o melhor carro Com as três corridas fora do continente já disputadas, o mundo da Fórmula 1 chega a Ímola, com o GP de San Marino, palco da primeira prova da temporada européia, com ânimo redobrado para o que é considerado o verdadeiro início do Campeonato Mundial. Com duas vitórias em três etapas, o canadense Jacques Villeneuve, da Williams, surge como o favorito ao título, mas a vantagem da escuderia inglesa não é tão grande como no ano passado. Além do mais, a Ferrari corre em sua casa e, com o apoio dos fanáticos torcedores italianos, pode ser a grande surpresa na corrida de hoje. A prova começa às 9 horas (horário brasileiro) e será mostrada ao vivo pela Rede Globo.
Para a etapa de hoje, os organizadores esperam recorde de público - cerca de 200 mil pessoas, contra 187 mil que compareceram na edição do ano passado, quando Schumacher largou na pole.
Apesar das duas vitórias da Williams, sabe-se que sua superioridade não é tão ampla. Se formos comparar com as três primeiras provas do ano passado, naquela ocasião, a escuderia somava 43 pontos, contra 13 da Benetton e dez da Ferrari. Agora, a Williams tem 20, seguida pela McLaren, com 19; e a Ferrari, com 14.
A substituição de Damon Hill por Heinz-Harald Frentzen mostrou-se desastrosa até o momento para Frank Williams. Os 20 pontos conquistados por sua equipe vieram das duas vitórias de Villeneuve, no Brasil e na Argentina. Frentzen não contribui ainda com nada. Mesmo com Villeneuve dominando os dois últimos GPs, Frank admite que a Benetton, a McLaren e a Ferrari se aproximaram um pouco de sua escuderia. A pequena diferença entre Villeneuve e Berger em Interlagos, e entre o piloto canadense e Irvine, em Buenos Aires, atestam esse avanço em condição de corrida.
Na corrida de hoje mais uma vez Jacques Villeneuve surge como favorito, mas terá adversários dispostos a acabar com a festa do canadense, como o Michael Schumacher e Eddie Irvine, da Ferrari, Gerhard Berger e Jean Alesi, da Benetton; Mika Hakkinen e David Coulthard, da McLaren; Olivier Panis, da Prost; e até mesmo uma boa presença do atual campeão Damon Hill, da Arrows; e Rubens Barrichello, da Stewart, que virá com novo motor.
Fora das disputas entre as equipes, o circuito de Ímola ainda reserva emoções conflitantes ao mundo da F-1 e, especialmente, ao piloto brasileiro Rubens Barrichello. ‘‘Ninguém esqueceu os terríveis acontecimentos de 94. Foi um fim-de-semana negro. Perdemos o Ratzemberger e o Ayrton Senna que, além de um amigo pessoal, foi dos maiores talentos do automobilismo. Além disso, eu sofri o pior acidente da minha carreira’’, lembrou Barrichello. O Austríaco Roland Ratzemberger morreu nos treinos e o tricampeão Senna durante a prova, dia 1º de abril, na Curva Tamburello.

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