Curitiba - Respirando os ares do Pan do Rio de Janeiro, que começa na próxima semana, Curitiba foi a 34 cidade brasileira a receber a visita da tocha pan-americana, conduzida pelas ruas da cidade por um total de 82 convidados, que se revezaram a cada 400 metros. A passagem da tocha pela capital paranaense teve início em cerimônia no Jardim Botânico, onde o prefeito Beto Richa recebeu a chama, acesa nas pirâmides de Teotihuacán, no México, das mãos do ex-jogador de vôlei Renan Dal Zotto, embaixador da competição.
Em seguida, começou o longo percurso de 34 quilômetros por 27 bairros da cidade sendo conduzida por Rolando Ferreira Júnior, atleta paranaense que integrou a equipe brasileira de basquete na histórica conquista da medalha de ouro do Pan de Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, que marcou a primeira derrota dos norte-americanos dentro de casa. Bastante emocionado, Rolando destacou que a homenagem era um belo reconhecimento ao trabalho realizado em sua carreira. ''Carregar a tocha significa que a cidade valoriza os atletas locais'', explicou.
Outros nomes de destaque do esporte paranaense, jovens promessas para o futuro, atletas paraolímpicos e cidadãos comuns, sorteados pelos organizadores, também conduziram a tocha pelas ruas da cidade. Entre eles, os esgrimistas da família Schwantes, capitaneados pelo pai, Ronaldo - medalhista nos Pans de 1975 e 1983 -, que verá os herdeiros Athos e Ivan competindo nos Jogos do Rio de Janeiro, e Carmen Silva dos Santos, atual recordista brasileira paraolímpica do lançamento de disco.
A passagem da tocha pela cidade foi encerrada em frente a Universidade Federal do Paraná, onde o último atleta a conduzí-la, o veterano atirador Marcos Olsen, dono de quatro medalhas pan-americanas, participou, ao lado do prefeito, da cerimônia de acendimento da pira olímpica.

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