Salvador - Uma grande festa foi programada pelas cidades de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália para recepcionar a chama pan-americana que chegou na manhã de ontem em solo brasileiro. Shows, atividades culturais, rituais indígenas e até vôo de balão fizeram parte das festividades nas cidades baianas.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, e o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos (CO-RIO) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, que estiveram na comitiva oficial que trouxe a chama do México, estiveram presentes à primeira cerimônia oficial do revezamento no país, em Porto Seguro.
O ex-atleta Wilson Gomes Carneiro, 77 anos, foi o primeiro condutor da tocha pan-americana no revezamento da chama. A partir de agora, a tocha vai percorrer um total de 51 cidades brasileiras, que ficaram responsáveis por selecionar os participantes.
O orçamento do revezamento da tocha gira em torno de R$ 10 milhões, sendo que a metade do valor será gasta pelo Ministério do Esporte e a outra metade será dividida entre um dos patrocinadores do Pan e as prefeituras das cidades envolvidas.
Violência - Mesmo sendo um cenário maravilhoso para a realização dos Jogos Panamericanos neste ano, e por mais hospitaleira que a cidade possa ser, o Rio de Janeiro apresenta problemas para os visitantes, por ser ''dominado pelo crime e muito violento'', diz reportagem do jornal americano ''The New York Times''.
''Não é segredo que o Rio é dominado pelo crime e muito violento, e que isso vem aumentando: as quadrilhas armadas que controlam as favelas nos morros estão ficando mais e mais ousadas em seus ataques e ameaças, mesmo nos bairros de elite'', diz o texto do jornalista Larry Rohter.

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