Nova Délhi - As forças de segurança indianas detiveram ontem, em Nova Délhi e em Mumbai, mais de 200 tibetanos durante a passagem da tocha olímpica pela capital federal, um acontecimento reduzido a meia hora pelo centro da cidade, transformado em uma área de segurança total.
Previa-se que a etapa de Nova Délhi no périplo mundial da chama olímpica fosse delicada, já que vivem na Índia cerca de 100 mil exilados tibetanos e seu líder espiritual, o Dalai Lama.
Protegidos por guardas chineses e sob os olhares atentos de 16 mil policiais e militares, os revezadores de Nova Délhi correram cada um alguns metros dos três quilômetros do percurso, entre o Palácio Presidencial e a Porta da Índia.
Sob pressão da China, a Índia decidiu no início de abril diminuir o percurso da tocha, dos nove quilômetros previstos inicialmente para menos de três, e suprimir uma etapa prevista em Mumbai.
''Ficamos impressionados com a beleza de Délhi e a paixão do povo indiano pela chama olímpica'', declarou Jiang Xiaoyu, vice-presidente chinês do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos.
A Índia havia prometido à China uma passagem da chama sem tumultos como os registrados em Londres e Paris.
Na capital francesa, no dia 7 de abril, os guardas chineses apagaram a tocha em cinco ocasiões, supostamente para protegê-la dos manifestantes, o que foi de encontro ao espírito olímpico.

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