O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Bôrtolo Escorssim, vai abrir hoje inquérito administrativo para apurar as denúncias de um suposto esquema de compra de árbitros no futebol paranaense feita pelo dirigente do Operário, Sílvio Gubert, num programa de televisão.
Escorssim está juntando o material que saiu na imprensa e já requisitou uma fita com a cópia do programa no qual a história foi levantada para dar início às investigações.
O primeiro a ser convocado para prestar depoimento é Gubert. A partir do que o dirigente falar novas pessoas poderão ser intimadas. O objetivo principal é esclarecer quem é o Bruxo, suposto intermediador das negociações.
Segundo Escorssim, Gubert será punido se as denúncias forem verdadeiras ou não. ''Vamos punir tanto quem corrompe como quem é corrompido'', afirmou o presidente do TJD.
Ambos devem ser denunciados com base nos artigos 237 e 241 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). ''Dar ou prometer vantagem indevida a quem exerça cargo ou função, remunerados ou não, em qualquer entidade desportiva ou Órgão da Justiça Desportiva, para que pratique, omita ou retarde ato de ofício ou, ainda, para que o faça contra disposição expressa de norma desportiva'', diz o artigo 237, que prevê pena de suspensão de dois a quatro anos e eliminação no caso da reincidência. O artigo 241 diz ''dar ou prometer qualquer vantagem a árbitro ou auxiliar de arbitragem para que influa no resultado da partida, prova ou equivalente''. A pena é a eliminação do esporte de todos os envolvidos clubes, dirigentes, árbitros e auxiliares.
Os nomes do auditor que presidirá o inquérito e do procurador que acompanhará as investigações serão divulgados hoje. O auditor da primeira comissão do TJD, Octacílio Sacerdote, deve comandar o inquérito. (T.M.)

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