TJD-PR encaminha caso Bruxo ao Ministério Público
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terça-feira, 18 de outubro de 2005
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, Bôrtolo Escorssim, entregou ontem à tarde o processo do ''caso Bruxo'' para o procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, na Procuradoria de Investigações Criminais (PIC). Escorssim acredita que assim as denúncias de corrupção no futebol paranaense poderão ser investigadas com mais profundidade pelo Ministério Público e os culpados punidos com mais rigor, na Justiça Comum.
''Esperamos a profundidade das investigações e que todas as denúncias sejam investigadas a fundo, com quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico. Nós (TJD) não temos, pela legislação, poder para fazer isso. Acredito, em tese, que existe crime. Vamos aguardar as investigações do Ministério Público'', comentou ontem à tarde o presidente do TJD-PR.
No ''caso Bruxo'' foram julgados 13 réus, acusados de participar de um esquema para favorecer equipes através de pagamentos ilegais, operados por uma pessoa denominada ''Bruxo''. Entre os denunciados estão árbitros, dirigentes e até mesmo membros e ex-membros da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Apenas quatro foram condenados com a eliminação do futebol.
Para reavaliar se houve incoerência na votação, a procuradoria do TJD-PR encaminhou recurso que culminou em uma nova audiência, que seria realizada a partir do final da tarde de ontem. Os árbitros Antônio Salazar Moreno, Marcos Tadeu da Silva Mafra e Sandro César da Rocha, juntamente com o diretor-administrativo da FPF, Johelson Pissaia, poderiam, então, serem considerados culpados.
A alegação da acusação é que o empate que absolveu os quatro terminou empatada, enquanto uma interpretação do Código de Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) prevê ''voto de qualidade'' para o presidente do tribunal, o que poderia desempatar e condenar os culpados, já que Escorssim votou a favor da punição.


