TJD ouve réus no julgamento da máfia do apito
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segunda-feira, 10 de outubro de 2005
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná começou a ouvir ontem os 13 indiciados no caso de manipulação de resultados da Série Prata do Campeonato Paranaense, durante julgamento realizado na Federação Paranaense de Futebol (FPF). A audiência da ''máfia do apito'' começou por volta das 14 horas e terminaria nesta madrugada.
São réus no suposto esquema de compra de resultados na Segundona o ex-árbitro Amoreti Carlos da Cruz e os árbitros Antônio Salazar Moreno, Carlos Jack Rodrigues Magno, José Francisco de Oliveira, Marcos Tadeu da Silva Mafra e Sandro César da Rocha. O ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Valdir de Souza, assim como seu ex-vice, Antônio Carvalho, também foram relacionados.
Ex-dirigentes do Foz, Genésio Camargo, e do Marechal, Gilson Pacheco, além do presidente do Conselho Deliberativo do Operário, Silvio Gubert, também foram julgados. Da FPF, foram indiciados o diretor-administrativo José Johelson Pissaia e o ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Fernando Luís Homann.
Foram convocados para depor 13 pessoas, entre elas o árbitro Evandro Rogério Roman, autor de denúncias que envolveram grande parte dos acusados. O julgamento poderia ter a ausência do apitador José Francisco de Oliveira, o Cidão, réu confesso que mora atualmente em Londres. Ele já havia admitido que dificilmente compareceria à audiência.
Os réus foram julgados pela infração do artigo 241 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê ''dar ou prometer qualquer vantagem a árbitro ou auxiliar de arbitragem para que influa no resultado da partida''. A pena é a suspensão de dois ou quatro anos e eliminação na reincidência, inclusive para quem recebe a propina e os intermediários no esquema.


