TJD julga recurso do Engenheiro Beltrão
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quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Claudio Yuge<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O arbitral da Série Ouro do Campeonato do Paranaense de 2006 já foi realizado, assim como a fórmula da competição e também a tabela da primeira fase. Mas tudo pode ter que mudar dependendo da decisão de hoje do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, que julga recurso do Engenheiro Beltrão. Apoiado no Estatuto do Torcedor, o clube, rebaixado para a Série Prata, pede sua inclusão na Primeira Divisão da próxima temporada.
O Engenheiro Beltrão acusa a Federação Paranaense de Futebol (FPF) de ferir o Estatuto do Torcedor, que prevê a mesma fórmula de disputa na competição em dois anos. Diferente deste ano, em 2005 houve o ''Torneio da Morte'' para definir os rebaixados e, assim, a entidade estaria descumprindo o regulamento.
A 3 Comissão do TJD já havia negado o recurso do Engenheiro Beltrão, que agora vai para julgamento no Pleno. O argumento do clube foi refutado porque a FPF alegou que o próprio Estatuto do Torcedor prevê mudança na fórmula de disputa quando há alteração no calendário, como ocorreu no Paranaense deste ano.
Caso seja negado novamente pelo Pleno, o recurso deve parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Paralelamente, a FPF aguarda resultado do questionamento da decisão obtida pelo torcedor Francisco Assis Alves, que, com o mesmo argumento, ganhou na Justiça Comum a participação do Engenheiro Beltrão na Série Ouro de 2006.
Caso Bruxo O segundo inquérito do ''caso Bruxo'', que investiga suposta corrupção envolvendo dirigentes e arbitragem do futebol paranaense, deve estar concluído amanhã. É o que assegurou ontem o auditor do TJD do Paraná, Paulo César Gradella Filho, que preside o processo.
O inquérito é baseado nas declarações do ex-árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, que acusa o presidente da FPF, Onaireves Moura, de ter feito parte de um esquema para beneficiar o Operário na Série Ouro do Campeonato Paranaense de 2000, na época do então presidente do time de Ponta Grossa, Antônio Mikulis.
Como desdobramento, a comissão também avalia denúncia de Moura, que atacou o árbitro aposentado e presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná, Amoreti Carlos da Cruz. O presidente da FPF acusou Amoreti de negociar escalas de arbitragem antecipadas no Atletiba da final de 2004, auxiliado pelo ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Fernando Luiz Homann.
O relatório final, baseado nas investigações internas sobre os depoimentos colhidos e documentos das partidas, cedidos pela FPF, deveria ser entregue no último dia 15, mas, devido ao feriado, teve os trabalhos adiados para esta semana. Gradella Filho preferiu não confirmar se envolvidos serão indiciados a julgamento e somente adiantou que ''vai ter novidades''.


