O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol (FPF) interditou o Estádio Municipal de Assaí, por tempo indeterminado, até que sejam feitas algumas reformas. Ainda na sessão de anteontem à noite, o Assahi, punido pelos incidentes ocorridos no jogo contra o Arapongas, perdeu o mando de dois jogos, o que provocou a transferência da partida contra o Londrina, que seria realizada amanhã à tarde.
O Assahi estava incurso em dois artigos do CBDF: 297 (interdição, multa de 90 Ufirs, cerca de R$ 88,00) e 300 (perda de mando, 120 Ufirs, cerca de R$ 117,00).
O superintendente da FPF, Eliseu Siebert, alegou que não havia tempo hábil para a transferência de local, o que levou a entidade a cancelar um dos confrontos da rodada do final de semana da Série A-2 do Paranaense.
Comunicado apenas ontem sobre a medida tomada pelo TJD, o presidente do Assahi, Marcelo Caldarelli, queria recorrer. O dirigente permaneceu no Tribunal até o encerramento do expediente, às 19 horas, mas nada conseguiu. Saiu de lá desanimado. ‘‘A gente trabalhou muito pra montar um time profissional na cidade. Só posso lamentar. Bem que eu tentei reverter... Os torcedores de Assaí e da região perderam a chance de ver o Londrina’’, afirmou Caldarelli, ex-presidente do Londrina e dono dos passes dos jogadores do Assahi.
Siebert defendeu-se das críticas de que a FPF avisou Caldarelli ‘na última hora’ - no final da tarde de ontem - sobre a decisão do TJD. ‘‘O advogado deles (do Assahi) estava no Tribunal na noite do julgamento.’’
O superintendente da FPF disse que também não admite as insinuações do diretor-jurídico da Portuguesa, Hélio Camargo, que teria atribuído a punição ao Assahi a possíveis manobras de bastidores do Londrina. ‘‘Vamos liberar um relatório a respeito do que aconteceu’’, declarou Siebert.
Siebert explicou que a nova data e o local de Assahi x Londrina serão confirmados na segunda-feira, antecipando duas alternativas: quarta ou quinta, provavelmente em Cornélio Procópio ou Cambará.
Surpresa - A notícia do adiamento chegou ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) no final do coletivo de ontem à tarde, pegando o técnico Val de Mello de surpresa. ‘‘É uma pena. Logo agora que o grupo estava bastante motivado. Trabalhamos duro durante a semana e me fazem uma coisa dessas. Infelizmente, isso atrapalha nossa programação de treinamentos’’, reclamou Val de Mello, que dependia da confirmação do dia do jogo para decidir se comanda um coletivo neste domingo pela manhã (se a partida fosse na terça-feira) ou se concede folga ao elenco (se a FPF optar pela quarta-feira). Hoje cedo, haverá um treinamento tático no VGD.
Já o vice-presidente de futebol do Londrina, Célio Guergoletto, encarou a transferência com aparente naturalidade. ‘‘Não tem nenhum problema. Não vejo diferença entre jogar agora ou depois...’’, declarou o dirigente.
Coincidência ou não, o Londrina poderá atuar mais reforçado contra o Assahi. Na segunda-feira, a diretoria pretende anunciar mais três reforços: o centroavante Pena, que o Rio Branco de Americana emprestaria até dezembro; o lateral-direito Paulinho (ex-LEC e atualmente no Ceará) e o quarto-zagueiro Roberto Fonseca (América/SP), que retornaria ao clube.
Enfim, acabou a novela Rodrigo. O atacante já se desligou do Londrina para se apresentar ao Atlético Paranaense, que pagará R$ 35 mil para dividir o passe. Em caso de venda, as duas partes irão ratear os lucros. No início da semana, o Malutrom deve levar o meia Luciano, outro prata-da-casa, por R$ 140 mil.

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