O presidente do inquérito que apura uma suposta tentativa de suborno ao árbitro Sérgio Roberto Faria de Cristo, Oto Sponholz Júnior, disse ontem que se for preciso irá pedir a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos no caso. Algumas pessoas citadas no relatório do árbitro, divulgado no último domingo, começam a ser ouvidas hoje no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol.
No relatório, o árbitro cita que o filho do empresário Gilberto Maggi, Marcos Maggi, ligou para ele oferecendo dinheiro para que facilitasse o jogo para o Londrina contra o Nacional, pela Série A-2, que aconteceu no dia 25 de abril e terminou em 3 a 0 para o Londrina. A ligação teria sido feito a mando do vice-presidente do time londrinense, Célio Guergoletto, que já deu declarações negando participação no episódio.
Na pauta do dia serão ouvidos o próprio árbitro; o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, José Carlos Marcondes; o representante da partida, Marco Antônio e o ex-árbitro Waldir Festugatto, que teria feito uma segunda ligação para o árbitro. Amanhã serão ouvidos o auxiliar da partida, Aparecido Donizete Santana e Célio Guergoletto.
Um dos envolvidos no caso, Eloir Prohmann, conhecido como ‘‘Mala’’ deverá ser ouvido hoje. Segundo Oto Sponholz Júnior, o Mala teria se prontificado a ir ao tribunal e por isso não chegou a ser intimado. Segundo o relatório, Mala esteve no vestiário do Londrina após a partida contra o Nacional dizendo ao árbitro que iria gastar com as meninas o dinheiro que ele não quis receber.
De acordo com o presidente do inquérito, Marcos Maggi será um dos últimos a ser ouvido. A explicação, de acordo com Oto Sponholz Júnior, é de que ouvindo os outros envolvidos antes terá mais elementos para questionar Maggi.
Oto disse ainda que a quebra do sigilo telefônico vai ser pedida se os depoimentos não forem suficientes para se chegar a uma conclusão. Se preciso for, a quebra será feita na esfera criminal, já que a Justiça Desportiva não tem poderes para isso. Oto disse também que se o procurador do inquérito, Alex Daniele Wicz oferecer denúncia, poderá fazê-lo na Justiça Desportiva e também na Justiça Comum.

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