O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu, anteontem à noite, por 6 votos a 1, extinguir as penas impostas aos presidentes do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, e do Corinthians, Alberto Dualib, envolvidos no ‘‘Escândalo das Arbitragens’’.
O caso, denunciado pela Rede Globo de Televisão em maio do ano passado, provocou a suspensão de Dualib por dois anos e o banimento de Petraglia do futebol. Na prática, os dirigentes continuaram comandando seus clubes.
Petraglia e Dualib foram flagrados em conversas telefônicas com o ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (Conaf), Ivens Mendes, discutindo apoio financeiro para a campanha eleitoral de Mendes.
Na revisão do processo, as fitas gravadas dos diálogos foram consideradas como adulteradas. ‘‘O material bruto não corresponde ao editado’’, disse o advogado de Petraglia, Fernão Justen de Oliveira, exibindo um laudo pericial da Universidade de Campinas.
Petraglia afirmou que não pretende recorrer à Justiça Comum contra a emissora que o denunciou. ‘‘Esperava que se reparasse parte da injustiça, porque a outra parte já vivi durante o período em que a pena foi imposta. Fui previamente julgado e condenado por todos. O que eu e minha família sofremos nesses 15 meses não tem como ser reparado. Quero dar o fato como encerrado e virar essa página da história da minha vida.’’
No entendimento do presidente do TJD, Luiz Zveiter, Petraglia e Dualib não foram absolvidos, pois cumpriram suas penas. ‘‘Julgando o mérito da questão, acho que tanto um quanto o outro praticaram o mesmo ato ilícito e, por isso, devem ter a mesma pena’’, disse Zveiter, explicando por que as penas foram reduzidas para um ano e igualadas: ‘‘Não houve abrandamento, mas a desclassificação das penas. Como ambos já cumpriram 15 meses, ela está extinta’’.

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