Um mês após o fim da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, enfim, será conhecido o vice-campeão e dono da segunda vaga que o torneio dá na Primeira Divisão de 2009. O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) julga hoje à noite, em sessão extraordinária, o caso envolvendo Foz do Iguaçu e Operário.
O processo será o primeiro do novo pleno do TJD-PR, empossado há poucos dias. O Operário foi enquadrado no artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), devido ao abandono de campo na última rodada do torneio. Já o Foz foi denunciado com base no artigo 213, por não oferecer segurança no Estádio ABC.
A partida foi disputada no dia 29 de junho. Um empate dava o vice-campeonato ao Fantasma, enquanto ao time da fronteira só restava a vitória para conseguir o acesso. O jogo estava empatado em 1 a 1 até que, aos 41 minutos do segundo tempo, o árbitro Edivaldo Elias da Silva marcou um pênalti em favor do Foz. Em seguida, houve uma pequena confusão e os jogadores do Operário abandonaram o gramado, sob a alegação de que faltava segurança no estádio ABC.
Caso o tribunal entenda que o Operário foi o culpado, o Foz deverá ser declarado vencedor do jogo e o time de Ponta Grossa ainda poderá ser suspenso por dois anos, além de ter que pagar uma multa que pode variar de R$ 50 mil a R$ 500 mil. Se os auditores entenderem que havia falta de segurança no estádio e o Foz for penalizado, o TJD-PR pode determinar que o resultado do jogo até a parada seja mantido, o que classificaria o Operário.
Em Ponta Grossa, nos bastidores, os dirigentes do Fantasma sabem da dificuldade que terão nos tribunais, por isso, tentam impedir o julgamento. Os advogados do clube devem entrar com um pedido de adiamento, alegando inconstitucionalidade.
Em sessão anterior, o TJD-PR decidiu pela não impugnação da partida pedida pelo Operário. O clube alegava que o árbitro Edivaldo Elias da Silva não deu os 10 minutos exigidos pelo regulamento-geral da FPF para dar o jogo por encerrado, mas sim 6 minutos. Os advogados operarianos querem que o tribunal paranaense espere o julgamento no STJD da impugnação do jogo antes de votar as outras duas denúncias.

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