Rio, 27 (AE) - O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Sérgio Zveiter, vai analisar amanhã os mandados de segurança impetrados hoje pelos clubes que se sentiram prejudicados com as medidas anunciadas quinta-feira, por unanimidade, pelos auditores do TJD, entre elas a interdição do Estádio de São Januário. Zveiter dificilmente voltará atrás neste caso. "O Vasco vai ter de me convencer de que não vi nada daquilo que vi", comentou.
O vice-presidente de Futebol do clube, Eurico Miranda, reafirmou que o jogo com o São Paulo, quarta-feira, será disputado em São Januário. "Não há legitimidade na decisão do TJD", disse. Até o início da noite, o Vasco não havia entrado com representação no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para suspender a interdição. Mas o advogado do clube, João Carlos Ferreira, garantiu que o documento seria entregue ainda hoje na CBF ou no escritório de Zveiter.
Ferreira levaria teipes do jogo Vasco 1 x 1 Paraná, de 19/9, "para provar que não houve risco de invasão, de falta de segurança em São Januário". A partida, no entanto, foi interrompida após Eurico invadir o campo.
O diretor da Confederação Sul-Americana de Futebol, Hildo Nejar, esteve hoje na CBF e manifestou sua preocupação com o impasse. "Seria uma vergonha para o futebol brasileiro que o Vasco seguisse para São Januário e o São Paulo, para o Maracanã", disse. Essa possibilidade começou a ser discutida hoje até pelo Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (GEP). Seu comandante, Nilton Braga, disse que a programação "estava em aberto".
Os batalhões da Polícia Militar da Tijuca, a poucos metros do Maracanã, e de São Cristovão, próximo a São Januário, também não sabiam como programar o plantão de quarta-feira.
O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, esteve na CBF com o advogado Valed Perry para pedir efeito suspensivo da decisão do TJD que puniu com o afastamento por 30 dias os jogadores Otacílio e Fábio Costa por causa da briga generalizada entre os jogadores de Atlético-MG e Vitória, dia 15. Um recurso do clube mineiro, para defender Galván e Lincoln, devia também chegar hoje ao TJD. Os dois envolveram-se no tumulto no Independência, outro estádio interditado.

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