TJD adia decisão sobre o Paulistão
São Paulo - A sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) foi o centro das atenções ontem em mais um dia de repercussão do escândalo da arbitragem. Em uma sala, o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, pegava pesado ao rebater as declarações do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho sobre uma suposta pressão da FPF para que juízes fabricassem resultados em partidas do Paulistão. E em outra, o TJD adiava para novembro a decisão final sobre a anulação dos jogos apitados por Edílson e Paulo José Danelon no Paulistão/2005.
''Em nenhum momento, ele (Edílson) citou qualquer participação da Federação nos depoimentos dados na Polícia Federal. Só porque está sendo processado por perdas e danos, partiu agora para o ataque. Daqui a pouco, é capaz de dizer que só abriu a boca porque foi forçado pela polícia. Ele não é santinho, não! É bandido! E lugar de bandido é na prisão'', disparou Marco Polo del Nero.
O dirigente só não se mostrou surpreso diante da postura do Tribunal de Justiça Desportiva, que resolveu adiar para o mês que vem a decisão final em relação às partidas arbitradas por Edílson e Danelon no Paulistão/2005.
O presidente do TJD, delegado Naief Saad Neto, designou ontem que a Comissão de Inquérito instaurada na semana passada fique responsável por analisar os 22 jogos suspeitos (12 apitados por Edílson e 10 por Danelon) antes de apresentar relatório em novembro. Duas possibilidades já estão descartadas: anular o rebaixamento e fazer a disputa do Paulistão de 2006 com 24 clubes. (A.E.)





